O município de Caldas da Rainha está localizado na Região Centro de Portugal, no Distrito de Leiria, a 90 km de Lisboa, um pouco depois de Óbidos. É relativamente pequeno para os padrões do Brasil, são cerca de 50 mil habitantes, divididos em 12 freguesias. Para os padrões de Portugal, não é um município tão pequeno, é o 11º mais populoso do total de 100 municípios da Região do Centro. As estradas até lá são ótimas.
A história da cidade está intimamente ligada aos seus recursos hidrotermais. Acredita-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos a Batalha, a Rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, passou na cidade por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas de odor intenso, que tinham poder curativo. Sabendo disso, a Rainha decidiu fundar no ano seguinte o Hospital Termal de Nossa Senhora do Pópulo.
Saímos de Lisboa cedo, de carro, com um amigo que se ofereceu para nos levar. A intenção principal desse passeio a Caldas da Rainha era visitar a afilhada da minha esposa que mora lá com a família. Aproveitamos a oportunidade para turistar um pouco pela região.
A cidade é bem agradável. Conhecemos a Praça da República (Praça das Frutas), o Parque Dom Carlos I, a Loja da Fábrica Bordallo Pinheiro, o Hospital Termas da Rainha, o Largo Dom Manuel I e o Largo Rainha Dona Leonor.
Para variar, mais uma Praça da República em Portugal. Ela está no Centro Histórico e é mais conhecida como Praça da Fruta, tendo em vista que diariamente, das 8 às 15h30, é realizada ali uma feira (chamam de mercado). É o único mercado diário horto-frutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX, além de ser o mais antigo de Portugal.
Na feira, além da tradicional venda de frutas e verduras, comercializam flores, artesanatos, cerâmicas, frutas secas, castanhas, queijos, utensílios de cozinha, biscoitos, pães, doces, e muito mais.
Destacam-se ao redor da praça alguns edifícios com fachadas revestidas de azulejos. Chama a atenção a Junta de Freguesia das Caldas da Rainha e a Capela de São Sebastião, além do Café Central. Apesar da feira ser bem interessante, ela atrapalha um pouco admirar a praça e seu entorno.





O Parque Dom Carlos I é um imenso jardim romântico, anexo ao Hospital Termal Rainha D. Leonor, que era utilizado como área para recuperação de pacientes. Ele foi inaugurado como Parque em 1892 em homenagem ao então Rei de Portugal e Algarves Carlos I.
Foi uma grata surpresa conhecer o Parque Dom Carlos I. Com certeza está na minha lista de lugares a serem revisitados.


O Parque conta com árvores seculares, plantas arbustivas, extensos gramados cortados por caminhos com bancos ao redor, além de parque infantil, lago com barcos, coreto, céu de vidro, quadras de tênis, pavilhões (*), Museu de José Malhoa (inaugurado em 1934, na “Casa dos Barcos”). Conta ainda com sanitários, restaurante-bar com esplanada, local para piquenique e estacionamento público gratuito.












(*) Os pavilhões foram projetados pelo brasileiro, arquiteto e engenheiro Rodrigo Berquó, no final do século XIX, para serem o novo hospital D. Carlos I. Berquó queria fazer das Caldas da Rainha uma verdadeira estância termal europeia, contudo, os “Pavilhões do Parque” não chegaram a cumprir essa função. Durante mais de cem anos serviram como quartel militar, batalhão de polícia e uma escola secundária. Atualmente, estão desativados e parecem ter sido abandonados.




Chama a tenção também a quantidade de esculturas existentes no parque: a escultura do pintor, desenhista e professor, nascido em Caldas da Rainha, José Malhoa, está em frente ao museu que leva seu nome – Museu José Malhoa; a estátua do jornalista e escritor Ramalho Ortigão e a estátua “Grupo Decorativo”, ambas de Leopoldo de Almeida (escultor com diversas obras de destaque em Portugal); o busto do pintor português Silva Porto, de Salvador Barata Feyo; a “Ternura” de Henrique Moreira; esculturas no lago e muitas outras.














Na saída do Parque encontra-se a grande loja de faiança (um tipo de cerâmica branca) Fábrica Bordallo Pinheiro, onde é possível admirar e comprar produtos belíssimos, mas muito caros frente ao nosso Real. Vale a pena conhecer, mesmo que não queira adquirir nada.



Seguimos mais uns 500 metros passando pelo Largo Dom Manuel I e o Largo Rainha D. Leonor.




O Largo da Rainha é pequeno, mas muito bem cuidado e repleto de floreiras, o que o torna bem bonito.




No Largo da Rainha está o antigo Hospital Termal Rainha D. Leonor.


Fizemos uma rápida visita guiada ao antigo hospital, cujo destaque é a antiga piscina de águas termais sulfurosas, com forte odor de enxofre, o que me lembrou minha terra natal, Poços de Caldas, em Minas Gerais.




O ingresso para visita ao antigo hospital é vendido no Museu do Hospital, que expõe peças ligadas à história, à vida cotidiana e à evolução das técnicas de tratamento daquela instituição. O museu fica bem próximo do antigo hospital, mas não chegamos a visitá-lo.

Encerramos nossa rápida visita (ficamos menos de 4 horas) em Caldas da Rainha sabendo que um dia voltaremos com mais calma. De lá, partimos para o Jardim Buddha Eden (post Brasilia na Trilha).
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