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    Lisboa (dia 13) – Portugal (Diário 3)

    Dia 13 de novembro de 2018, terça-feira, décimo terceiro dia de passeio, continuação da programação em Lisboa. Dia de nos despedirmos de Portugal. O voo de volta ao Brasil estava marcado para a noite, desta forma, ainda podíamos passear um pouco.

    Saímos pela manhã do apartamento (Airbnb) em Laranjeiras e deixamos nossas bagagens na casa da minha filha, que mora em Lisboa, em Alvalade. Aproveitamos e demos um pequeno passeio por lá, além de almoçarmos.

    Residência da minha filha em Alvalade

    A parte da tarde foi reservada para a região da Baixa, conhecer mais algumas igrejas e nos despedirmos da cidade na Praça do Comércio.

    Alvalade

    É um bairro pertencente à região central de Lisboa, porém, com um traçado planejado e avenidas largas: Avenida do BrasilAvenida de Roma,  Avenida da Igreja, entre outras. É um bairro residencial, com muitas instituições de ensino e um bom comércio local.

    Não é um bairro turístico, provavelmente não passaríamos pela região se a minha filha não morasse lá, embora seja um caminho que pode ser feito ao sair do aeroporto para algumas regiões da cidade. 

    Fizemos um reconhecimento rápido passando pela Igreja de São João de Brito, pelo Mercado e almoçamos no Restaurante o Prego da Peixaria.

    Igreja de São João de Brito

    Para Lisboa é uma igreja relativamente nova, projeto do arquiteto Vasco de Morais Palmeiro, inaugurada em 1955.

    Sua fachada tem a forma de empena (paredes laterais que formam um telhado de duas águas), tem no centro uma janela com vidros em losango, a estátua de São João de Brito e armas do Cardeal Patriarca de Lisboa acima. No topo da fachada encontra-se uma cruz em ferro com cerca de 5 metros de altura.

    É desta igreja que é transmitida a Eucaristia aos domingos pelo canal de Rádio e Televisão de Portugal – RTP para todo o país e o estrangeiro.

    Igreja São João de Brito

    Mercado de Alvalade Norte

    Sempre que tem um mercado na nossa frente entramos para conhecer. Com pouco mais de 50 anos, o Mercado de Alvalade passou por reforma recentemente, assim como outros mercados de Lisboa. Aos sábados ele é bem movimentado, já durante a semana o movimento é bem pequeno.

    Mercado de Alvalade Norte
    Mercado de Alvalade Norte

    O Prego da Peixaria

    Almoçamos no Prego da Peixaria. Já conhecíamos do Time Out Market, no Mercado da Ribeira, e resolvemos repetir a dose, agora em Alvalade. O nome pode parecer estranho, mas prego em terras lusitanas é sinônimo de sanduíche. Aqui, os mais famosos são os de peixe (salmão, bacalhau), mas tem também de carne e de camarão.

    O Prego da Peixaria em ALvalade

    Ele está localizado praticamente em frente ao cruzamento da Avenida da Igreja com a Avenida de Roma, onde está a Praça de Alvalade (rotatória) com a Estátua de Santo Antônio e a Estação do Metrô Alvalade.

    Praça de Alvalade

    Pegamos o metrô na Estação Alvalade até a Estação Rossio, já na Região da Baixa. Passamos rapidamente pela Praça do Rossio, pela Rua Augusta, passando ao lado do Elevador Santa Justa – já descrevemos esta região em outras publicações. Visitamos quatro igrejas e para fechar, a Praça do Comércio com o pôr do sol no Cais das Colunas.

    Praça do Rossio
    Elevador Santa Justa

    Igreja de São Nicolau

    São Nicolau nasceu em Pátara, atualmente Turquia, por volta do ano 270. Eleito Bispo de Mira, foi um dedicado pastor, sofrendo ainda as perseguições do Imperador Diocleciano aos cristãos.

    Foi criada em 1209 e reedificada em 1280. Entre 1616 e 1650 recebeu novas obras. Foi praticamente destruída no terremoto de 1755 e em 1775 teve suas ruínas derrubadas. Foi reconstruída, mudando a fachada principal a norte, orientação incomum nas igrejas de Lisboa. As obras terminaram somente em 1850, o que motivou algumas diferenças nos estilos e na qualidade dos materiais. 

    Possui uma só nave e dez capelas laterais com ricos retábulos de talha dourada. 

    No link destacado no título, pode-se conhecer a história completa da igreja e apreciar ótimas fotos. Fiquei admirado com a apresentação e clareza das informações.

    Igreja de São Nicolau
    Igreja de São Nicolau

    Igreja de Santa Maria Madalena

    Localizada a apenas 250 metros da Igreja de São Nicolau, a Igreja de Santa Maria Madalena foi fundada em 1164. Ao longo dos séculos passou por várias obras. Mais uma igreja quase totalmente destruída pelo terremoto de 1755, restando da original apenas a sacristia. Em 1761 iniciou-se sua reconstrução, sendo aberta ao culto em 1783, apesar das intervenções terem continuado ainda por mais duas décadas. Embora com dimensões mais reduzidas, a igreja foi reedificada mantendo-se a localização e a orientação anteriores.

    De acordo com a Bíblia, Maria Madalena foi uma pecadora convertida e fiel discípula de Jesus Cristo, sendo a primeira testemunha e anunciadora da ressurreição do Mestre. É, por isso, considerada pela igreja modelo de conversão, de fidelidade e de testemunho.

    No link da igreja, destacado acima, tem a história completa da igreja, com bonitas fotos. O site é o mesmo da Igreja de São Nicolau e com a mesma qualidade.

    Igreja de Santa Maria Madalena
    Igreja de Santa Maria Madalena

    Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha

    Localizada a apenas 200 metros da Igreja de Santa Maria Madalena. 

    A Padroeira desta Igreja é a Mãe de Jesus, Maria, que é também Mãe da Igreja e Mãe de todos os cristãos.

    A primeira igreja existente no local era a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, era o segundo maior templo manuelino, atrás apenas do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. 

    Igreja da Conceição Velha

    D. Manuel I  determinou sua construção, concluída em 1534, como sede da Misericórdia. Quando o templo foi destruído pelo terremoto, os elementos resgatados foram incorporados na nova edificação, que passou a chamar-se Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha.

    Igreja da Conceição Velha

    Com o terremoto ruiu também a Igreja da Conceição dos Freires, 

    A denominação Igreja da Conceição, passou para a nova igreja reconstruída.

    Igreja de Santo Antônio

    Está localizada bem próxima da Igreja de Santa Maria Madalena, a apenas 50 metros. Das quatro igrejas visitadas neste dia a única que já conhecíamos era esta.  A fachada da igreja estava em manutenção, então não vou postar a foto.

    É uma das igrejas mais tradicionais de Lisboa. Muitos acreditam que Santo Antônio é o padroeiro de Lisboa, talvez por ser conhecido como Santo Antônio de Lisboa, mas na verdade o padroeiro é São Vicente.

    No reinado de D. Manoel I, no século XV, foi consagrada uma capela, onde antes morava a família de Santo Antônio e onde ele nasceu.

    Igreja de Santo Antônio

    A cripta, com entrada pela sacristia, é tudo o que restou da igreja original, que foi destruída pelo terremoto de 1755. A nova igreja, em estilo tardo-barroco e pombalino, ficou pronta em 1787.

    Ao lado da Igreja tem um Museu em homenagem ao Santo.

    Praça do Comércio – Cais das Colunas

    Lisboa tem muitos locais que são cartões postais, entretanto, se pudesse escolher apenas um seria a Praça do Comércio. É impensável ir a Lisboa e não passar por aqui. 

    Praça do Comércio

    O Palácio dos Reis de Portugal, durante dois séculos, ficava nesta Praça. O Cais das Colunas era o local onde os barcos chamados cacilheiros atracavam, vindos da outra margem do Rio Tejo – a margem sul.  

    Cais das Colunas

    Além da beleza e do valor histórico da Praça e do Cais (que já registrei em outras postagens), destaco o pôr do sol no Rio Tejo. Para mim, está entre os top 3 dos que já presenciei.

    Pôr do Sol no Cais das Colunas – Praça do Comércio – Lisboa
    Pôr do Sol no Cais das Colunas – Praça do Comércio –  Lisboa

    Pegamos o metrô na Estação Praça do Comércio até a Estação  Alvalade. Fizemos um lanche na A Padaria Portuguesa, sempre uma boa opção para comer alguma coisa rapidamente. Tem bom preço e várias filiais pela cidade. 

    Em seguida, pegamos nossa bagagem e fomos para o aeroporto. Desta vez voltamos ao Brasil passando por São Paulo e depois Brasília.

    A Padaria Portuguesa

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