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    Mafra – Portugal

    Estivemos em Mafra apenas uma vez e foi bem corrido. Fizemos este passeio no dia 4 de novembro de 2018, domingo. Além de Mafra, neste dia, nós passamos em Ericeira. Este post é apenas de Mafra e faz parte do roteiro “Portugal – Diário 3″ e do post ” Ericeira e Mafra – Portugal (Diário 3)”.

    A distância aproximada de Lisboa para Mafra é de 40 Km – é possível fazer um bate e volta.

    Mafra


    Chegamos em Mafra com o único objetivo de conhecer o Palácio Nacional de Mafra. Ainda bem que reservamos a parte da tarde, pois começou a chover, mas como era em uma área fechada não atrapalhou. Estacionamos o carro na lateral do Palácio.


    Palácio Nacional de Mafra


    Mafra é famosa pelo seu palácio-convento, mandado construir por D. João V no século XVIII e que constitui a mais grandiosa obra do barroco português. O edifício ocupa uma área aproximada de quatro hectares (37.790 m²).

    Os destaques da visita são o Palácio, o Convento, a Biblioteca e a Basílica . Foi uma pena não termos conhecido a Basílica, pois no dia teria um concerto no final da tarde e ela estava fechada, mas de dentro do palácio é possível admirar uma parte através de vidros.

    Logo no início da visita nos deparamos com uma obra muito curiosa que representa a decapitação dos frades franciscanos Berardo, Pedro, Acúrcio, Adjuto e Otão, que foram enviados em 1219 para evangelizar a Espanha, acompanhados também do frade Vital, que ficou em Aragão por estar doente. Em Sevilha, então em posse dos mouros, pregaram o Evangelho ao Rei muçulmano, que os deportou para o Marrocos. Perseverando na evangelização aos marroquinos, acabaram por ser decapitados em 1226, o ano da morte de São Francisco. A notícia do seu martírio inspirou a mudança de Sto. Antônio da Ordem dos Cônegos Regrantes de Sto. Antônio para Ordem de São Francisco. Foram, assim, os primeiros mártires Franciscanos.

    Santos Mártires de Marrocos

    O Palácio ocupa todo o andar nobre do edifício de Mafra e os dois torreões, sendo o do Norte destinado ao Rei e o do Sul à Rainha, ligados por uma longa galeria de 232 metros – o maior corredor palaciano na Europa – usada para o “passeio” da corte, tão ao gosto do séc. XVIII. Aqui os súditos esperavam pelas audiências reais,  exibiam as joias e os vestidos ou teciam as intrigas políticas e amorosas. 

    O Palácio do Rei e o da Rainha funcionavam separadamente, cada um com as suas cozinhas, as despensas, os quartos dos Camaristas ou das Damas no 1º piso, os aposentos reais no piso nobre e os criados nos mezaninos (sótãos). Para os príncipes estava destinado um palacete na extremidade Nordeste do edifício e para as princesas, outro à Sudeste. Ambos funcionavam também separadamente.

    Foi neste Palácio que D. Manuel II passou a última noite no reino, de 4 para 5 de outubro de 1910, antes de partir para o exílio – partiu da Praia dos Pescadores em Ericeira (citei este fato no texto sobre Ericeira).

    O Convento foi concebido inicialmente para 13 frades, porém, foi sofrendo sucessivas alterações, acabando num imenso edifício para 300 frades da Ordem de São Francisco. 

    Basílica do Palácio

    Ela ocupa a parte central do edifício com uma torre sineira de cada um dos lados. Foi feita segundo o desenho de João Frederico Ludovici, ourives de origem alemã que, após longa permanência na Itália, a concebeu ao estilo barroco italiano.

    Basílica do Palácio Nacional de Mafra
    Basílica do Palácio Nacional de Mafra

    Biblioteca do Palácio

    É uma das mais importantes bibliotecas portuguesas, com um valioso acervo de aproximadamente 36.000 volumes, entre eles algumas obras raras. O acesso é permitido somente até a porta, de onde é possível admirá-la.

    Biblioteca do Palácio de Mafra

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