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    Sintra – Portugal Diário 3

    Dia 6 de novembro de 2018, terça-feira, nosso sexto dia de passeio. A programação deste dia foi Sintra. As opções de passeio em Sintra são muitas e acho muito corrido para um dia apenas. Como era a nossa terceira vez na cidade, escolhemos conhecer a Quinta da Regaleira, inédita para todos, e o Palácio Nacional da Pena, que meus pais não conheciam. À noite fomos jantar no Mercado da Ribeira em Lisboa. A distância percorrida ida e volta foi de aproximadamente 100 km. Em Sintra você deve programar muito bem o que quer fazer, pois apesar das atrações não serem tão distantes umas das outras, a mão da estrada é em um único sentido, e você pode ter que dar uma volta muito grande se não escolher os passeios na sequência da via.

    Quinta da Regaleira

    Este foi o nosso primeiro destino em Sintra e era inédito para todos. Gostei muito do lugar e gostaria de ter ficado até mais tempo lá. Para andar pelos jardins com calma e realmente apreciar o local eu reservaria umas 3 horas, pois anda-se bastante, sobe e desce escadas, mas sem muita dificuldade. No local tem um restaurante/cafeteria e lojinha.

    Fizemos a visita livre, porém, é possível contratar serviço de visita guiada ou apenas o áudio guia. Para consultar o tarifário e horários clique aqui. Achei o preço bom pelo que vimos.

    A Quinta da Regaleira foi construída entre 1904 e 1910, terminando no final da monarquia portuguesa. O primeiro proprietário da Quinta da Regaleira, também conhecida como Palácio do Monteiro dos Milhões, foi António Augusto. O Arquiteto responsável pelo projeto foi o italiano Luigi Manini. A Quinta tem 4 hectares distribuídos entre palácio, jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-Cruz. Tem estilos românico, gótico, renascentista e manuelino. Atualmente pertence à Câmara Municipal de Sintra.

    Os destaques na Quinta são: Poço Enigmático – muito interessante – Bosque, Patamar dos Deuses, Capela da Santíssima Trindade, Torre da Regaleira e o Palácio.

    Se quiser conhecer um pouco da história da Quinta da Regaleira clique aqui.

    Terminado o passeio na Quinta fomos para a região central de Sintra para almoçar. Escolhemos o Restaurante Adega das Caves, ao lado do Palácio Nacional de Sintra. É um restaurante simples, mas nos atendeu muito bem (os comentários do Tripadvisor são bem variados). Os restaurantes de Sintra são bem mais caros que os de Lisboa, e este tinha um preço mais acessível. Depois demos uma pequena volta pelas lojinhas e fomos comer a tradicional sobremesa “travesseiro” na Confeitaria Piriquita. Antes do destino seguinte, como não poderia deixar de ser, fomos visitar a Igreja de São Martinho, localizada ao lado do Posto de Turismo de Sintra.

    • Palácio Nacional de Sintra

    Igreja de São Martinho

    Em seguida fomos para o Palácio Nacional da Pena.

    Palácio Nacional da Pena

    Palácio Nacional da Pena

    O tempo de que dispúnhamos dava apenas para mais um atrativo em Sintra e, apesar de ser a nossa terceira vez no Palácio, era a primeira vez dos meus pais, então, foi o local escolhido.

    O ingresso é o mais caro de todos, uma pena, mas quem está na chuva é para se molhar. E foi o que fizemos literalmente, pois a chuvinha era insistente.

    Pode-se adquirir ingresso para visitar somente os jardins ou os jardins + o palácio. Nunca conseguimos visitar os jardins, ora por falta de tempo, ora pelo mal tempo. E desta vez não foi diferente, estava chovendo e levamos muito tempo na visita ao Palácio. No entanto, pagamos pelos dois: palácio e jardins. Acho que deveria ter uma opção de visitar apenas o Palácio, talvez a logística não possibilite. Além dos ingressos, compramos separadamente o transporte da portaria até a entrada do Palácio, pois a subida a pé é bem cansativa (já fiz uma vez). Clique aqui para consultar preços e horários.

    Acho a vista à área externa do Palácio muito mais bonita que seu interior, diferente de muitos outros palácios de Portugal. 

    O Palácio e os Jardins foram criados por D. Fernando II e são o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, com referências arquitetônicas de influência manuelina e moura.
    O Palácio foi construído para ser observado de qualquer ponto do parque, floresta e jardins, com mais de quinhentas espécies arbóreas oriundas dos quatro cantos do mundo.

    Consultando o site do Palácio com mais calma tenho certeza de que voltarei em um dia de sol e para passar o dia todo lá. Conheça a história mais completa no wikipédia.



    Mercado da Ribeira – Time Out Market


    Voltamos para Lisboa, para o nosso apartamento a fim de descansarmos um pouco. À noite saímos para jantar com um casal de amigos no Mercado da Ribeira – Time Out Market. Já conhecíamos o lugar, que é bem frequentado. Uma dica é estacionar o carro no estacionamento subterrâneo que fica no Jardim Dom Luis, ao lado do mercado.

    O Mercado é um lugar bem movimentado, badalado e barulhento, mas bonito e cheio de gente jovem e alegre. Há uma grande quantidade de restaurantes e bares no local. As mesas são coletivas, então, é um lugar inadequado para grupos grandes e para quem quer conversar, pois é difícil encontrar assentos juntos. Estávamos em sete pessoas, foi um custo ficarmos todos na mesma mesa. Lição aprendida.

    Para sobremesa, saboreie o pastel de nata da Manteigaria, na minha opinião, o melhor de Lisboa. O mais conhecido pastel de nata é o Pastel de Belém, que também é muito bom, mas o da  Mateigaria o supera. A confeitaria está logo na entrada do Mercado e também em vários outros endereços pela cidade.

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