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    Almada – Portugal

    Almada é uma cidade localizada na Área Metropolitana de Lisboa, sendo a 10° maior do país. O município tem cinco freguesias e é limitado a leste pelo município do Seixal, a sul pelo município de Sesimbra, a oeste pelo Oceano Atlântico e a norte pelo Estuário do Tejo. É uma das mais antigas divisões administrativas da Área Metropolitana de Lisboa e foi elevada à categoria de cidade em 1973.

    Almada está separada de Lisboa pelo Rio Tejo, bastando atravessá-lo de barco, ou ainda de carro, ônibus ou trem pela Ponte 25 de Abril, para chegar a outra margem. Nós já fomos de carro e de barco. Para ir de barco, a travessia do Rio Tejo é feita em catamarãs que saem do Cais do Sodré (Lisboa) até Cacilhas (Almada) e vice e versa, e leva cerca de dez minutos. Aproveite para fazer belas fotos de Lisboa, que vai ficando para trás. O valor do barco é quase o mesmo do metrô e é possível usar o mesmo cartão.

    Assim que chegar ao cais de Cacilhas, a primeira atração é conhecer a Fragata Dom Fernando II e Glória.

    Cacilheiro – Travessia Cais do Sodré (Lisboa) para Cacilhas (Almada)
    Travessia Cais do Sodré (Lisboa) para Cacilhas (Almada)
    Travessia Cais do Sodré (Lisboa) para Cacilhas (Almada)

    Cacilhas tem uma importante interface de transportes públicos: os cacilheiros da Transtejo, os autocarros (ônibus) dos TST e os metropolitanos ligeiros (metrô) do MST.

    Metrô em Cacilhas
    Terminal Fluvial de Cacilhas
    Terminal Fluvial de Cacilhas – Cacilheiro ancorado

    Fragata Dom Fernando II e Glória

    A Fragata Dom Fernando II e Glória pertence ao Museu da Marinha de Lisboa. O ingresso custa 5 € – é possível comprar por um valor mais baixo, um ingresso combinado para conhecer a Fragata, o Museu da Marinha, o Planetário e o Oceanário Vasco da Gama, os três últimos ficam em Lisboa. Clique aqui para saber os valores.

    A Fragata D. Fernando II e Glória é o último navio à vela da Marinha Portuguesa. Foi construído no Estaleiro Real de Damão (Estado da Índia) e começou a navegar em 1843. Seu nome foi dado em homenagem a Dom Fernando II, marido da Rainha D. Maria II de Portugal e à própria Rainha cujo nome era Maria da Glória.

    Entre 1865 e 1938 funcionou como Escola de Artilharia Naval, ancorado no Rio Tejo. Em 1947, a fragata passou a ser a sede de uma obra social, entretanto, em 1963, sofreu um grande incêndio que a destruiu em boa parte, tendo ficado meio submersa no rio Tejo até 1992. Em 1997, voltou a Lisboa a fim de completar os trabalhos de restauro para, em abril de 1998, se tornar um navio museu.

    Fragata Dom Fernando II e Glória
    Fragata Dom Fernando II e Glória
    Fragata Dom Fernando II e Glória

    O navio é dividido em 4 pavimentos:
        •  O convés: onde se processava toda a manobra e condução do navio.

    Convés da Fragata Dom Fernando II e Glória
    Convés da Fragata Dom Fernando II e Glória – Sino para sinalizar a presença da fragata em nevoeiros
    Convés da Fragata Dom Fernando II e Glória
    Convés da Fragata Dom Fernando II e Glória

        •  A bateria: onde está instalada a artilharia de maior calibre e os alojamentos do Comandante.
        •  A coberta: onde se situa a cantina de oficiais e o espaço destinado a refeitório e dormitório dos passageiros e guarnição.
        •  O porão: destinado ao alojamento da carga, combustível, aguada, pólvora e gêneros.

    A vista do convés da fragata de Lisboa e do Rio Tejo é bem bonita, vale a pena passar um tempinho contemplando.

    Vista do convés da fragata
    Vista do convés da fragata

    Ao lado da fragata está o submarino NRP Barracuda (S164) – o último submarino da Classe Albacora a sair de serviço, o que aconteceu em 2010. Em 2013, foi adicionado ao Museu da Marinha em Cacilhas.

    Submarino S164
    Submarino S164

    Saímos da Fragata, passamos ao lado do metrô e em seguida subimos a Rua Cândido dos Reis, que começa no Chafariz de Cacilhas, inaugurado em 2012 (o original era de 1874, demolido na década de 60 do século passado). Alguns metros depois do chafariz está a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso e diversos bares e restaurantes, um ótimo lugar para almoçar, além da Sorveteria Solo Gelato, uma boa pedida. A rua termina depois de 250 metros no Centro Municipal de Turismo de Almada, uma oportunidade para pegar algumas dicas de passeio.

    Chafariz de Cacilhas – Rua Cândido dos Reis
    Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso – Rua Cândido dos Reis
    Rua Cândido dos Reis
    Rua Cândido dos Reis
    Rua Cândido dos Reis – Sorveteria Solo Gelato à esquerda
    Rua Cândito dos Reis – Centro Municipal de Turismo de Almada

    Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso

    A Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso foi construída após o terremoto de 1755. Seu interior tem um importante espólio de azulejos monocromáticos do século XVIII, com cenas alusivas à vida de Nossa Senhora. É desta igreja que todo ano, no dia 1º de novembro, sai a procissão de Nossa Senhora do Bom Sucesso, padroeira da freguesia que segundo a tradição teria impedido os habitantes de serem engolidos pelas águas do Tejo no terremoto de 1755.

    Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso
    Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso
    Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso

    Saímos do Centro Municipal de Turismo e seguimos pela Rua Comandante Antônio Feio, passamos pela escultura intitulada “Primeiro as Crianças” – uma obra de 2001 do escultor Jorge Pé-Curto, em bronze, aço e inox. Passamos pela Praça Gil Vicente, a Rua Bernardo Francisco da Costa até próximo da Casa de Espetáculos Incrível Almadense. Este trajeto de pouco mais de 1 km não nos chamou muita atenção, entretanto, o mais interessante estava por vir: Jardim do Castelo e Casa da Cerca; em seguida, o Elevador Panorâmico da Boca do Vento e o Jardim do Rio, com vistas maravilhosas.

    Escultura “Primeiro as Crianças” de Jorge Pé-Curto
    Casa de Espetáculos Incrível Almadense

    Jardim do Castelo

    O Jardim do Castelo é relativamente pequeno, tem uma área de 2.800 m². Seu principal destaque é o miradouro, com vistas espetaculares do Rio Tejo, de Lisboa, da Ponte 25 de Abril e do lado de Almada, do Elevador Panorâmico da Boca do Vento, do Jardim do Rio e do Santuário do Cristo.

    Miradouro do Jardim do Castelo
    Vista do Miradouro do Jardim do Castelo
    Lisboa vista do Miradouro do Jardim do Castelo
    Ponte 25 de Abril, Cristo Rei e Elevador Panorâmico vistos do Miradouro do Jardim do Castelo
    Ponte 25 de Abril e Elevador Panorâmico vistos do Miradouro do Jardim do Castelo
    Lisboa vista do Miradouro do Jardim do Castelo

    Além do miradouro, o jardim tem um coreto, o Restaurante Amarra Ò Tejo e a Igreja de Santiago, que está na entrada do jardim, no Largo 1º de Maio, e que infelizmente estava fechada.

    Jardim do Castelo
    Igreja de Santiago
    Jardim do Castelo e Igreja de Santiago
    Coreto do Jardim do Castelo
    Coreto do Jardim do Castelo e Igreja de Santiago
    Jardim do Castelo – Restaurante Amarra Ó Tejo
    Jardim do Castelo – Restaurante Amarra Ó Tejo

    O Jardim do Castelo é também palco de concertos e festividades, como Os Santos Populares em Almada.

    Casa da Cerca

    A Casa da Cerca foi construída entre finais do século XVII e inícios do século XVIII. Ela era a casa senhorial de uma quinta de recreio, conhecida como “Palácio” ou “Quinta da Cerca”. Atualmente, é a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, um centro de pesquisa e divulgação de arte contemporânea, principalmente desenho. Ela pertence à Câmara Municipal desde 1988, que a recuperou e a adaptou para exposições.

    Acesso A Casa da Cerca
    Entrada da Casa da Cerca
    Casa da Cerca
    Casa da Cerca

    A Casa é um local muito agradável, tem uma cafeteria com mesas espalhadas pelo gramado, algumas esculturas e vista incrível para o Rio Tejo, a Ponte 25 de Abril, o Elevador Panorâmico e Lisboa. De lá é possível avistar, também, o miradouro do Jardim do Castelo.

    Outro destaque é o pequeno Jardim Botânico chamado de Chão das Artes, inaugurado em 2001. Fazem parte uma estufa e um anfiteatro ao ar livre, além de seis áreas: o Jardim dos Pigmentos (plantas para obter pigmentos); o Pomar das Gomas (onde árvores de fruto, essencialmente do gênero Prunus, produzem as gomas utilizadas na pintura); o Jardim dos Pintores (em cujos canteiros todos os anos se homenageia um pintor); o Jardim dos Óleos (onde se encontra rosmaninho, alecrim, alfazema, papoula, linho e mais espécies produtoras de óleos usados na pintura); o Jardim das Telas (com espécies como o linho e o algodão) e a Mata (dedicada às madeiras para escultura ou suporte de retábulos, e às terebintinas e aos vernizes). Há ainda um espelho d’água onde crescem papiros e outras plantas das quais se faz papel (para o papel, existe também uma larga zona de bambu).

    Mapa do Jardim Botânico

    Além de todas as belezas naturais ali encontradas a Casa da Cerca tem exposições de arte e centro de documentação.

    A entrada à Casa da Cerca é gratuita e abre de terça a domingo.

    Distante apenas 250 metros da Casa da Cerca está o Elevador Panorâmico.

    Elevador Panorâmico da Boca do Vento

    O Elevador Panorâmico da Boca do Vento, para os moradores de Almada, pode ser apenas um meio de transporte – liga a parte histórica de Almada, também conhecida por “Almada Velha”, aos antigos estaleiros do Olho de Boi, agora transformados em zona de lazer, ao Jardim do Rio, mas para nós, turistas, é a oportunidade de apreciar mais uma vez a bela vista através de sua cápsula envidraçada e também descer e conhecer o Jardim do Rio e apreciar o pôr do sol ou até mesmo fazer um passeio pela margem do Tejo.

    Vista da parte de cima do elevador
    Entrada do Elevador na parte alta

    Mais informações:

    Elevador visto do Jardim do Rio
    Elevador visto do Jardim do Rio
    Base do Elevador
    Passarela de acesso ao elevador

    Jardim do Rio

    Mais um local muito agradável e com bela vista, o Jardim do Rio, desta vez de uma perspectiva diferente, praticamente ao nível do rio. Passamos por ali no final do dia, quando muitas pessoas já estavam sentadas nos gramados esperando o pôr do sol e apreciando o visual.

    Veja no mapa abaixo o percurso que fizemos a pé. Nós desembarcamos no Terminal Fluvial de Cacilhas, ao lado da Fragata Dom Fernando II e Glória e passamos por alguns pontos de interesse no Centro Histórico, descemos no Elevador Panorâmico até o Jardim do Rio e seguimos margeando o Rio Tejo pela Rua do Ginjal, na verdade um calçadão com vários grafites, até o Terminal Fluvial, onde pegamos o barco de volta para Lisboa. Este trajeto tem menos de 2 km – em um primeiro momento a Rua do Ginjal parece um local abandonado, mas é limpo e tivemos a sensação de segurança.

    O Santuário do Cristo Rei nós visitamos em uma outra oportunidade, uns 3 anos antes do passeio descrito acima e fomos até lá de carro, saindo de Lisboa.

    Santuário de Cristo Rei

    O Santuário do Cristo Rei está localizado bem próximo da Ponte 25 de Abril, e foi inaugurado em 1959. Ficamos surpresos com a altura do monumento ao Cristo Rei – são 82 metros de pedestal mais 28 metros da estátua de Cristo – observando de Lisboa, parecia ser bem menor. 

    Santuário Nacional do Cristo Rei

    Em 1934, durante uma visita ao Rio de Janeiro, o Cardeal de Lisboa Dom Manuel Gonçalves Cerejeira se inspirou no monumento do Cristo Redentor para construir um similar em Lisboa. Outro motivo para construção foi um voto formulado pelo episcopado português reunido em Fátima a 20 de abril de 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial. 

    A vista do Rio Tejo, da Ponte 25 de Abril e de Lisboa é muito bonita.

    Ponte 25 de Abril e Lisboa

    A entrada no Santuário é gratuita. Caso queira subir de elevador ao mirante, terá que pagar. 

    Nirante do Santuário Nacional do Cristo Rei

    No local tem lojinha, lanchonete, banheiros e estacionamento. Na base do pedestal encontra-se uma bonita capela. 

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