Bruges, em neerlandês Brugge, é considerada uma das cidades mais bonitas da Bélgica, chamada de “Veneza do Norte” por causa de seus inúmeros canais que cortam a cidade e a ligam a outras, como Gante. Ela foi elevada a cidade em 27 de julho de 1128 e está localizada a 100 km de Bruxelas e a 53 km de Gante.
Bruges também é famosa por suas pontes medievais, e seu nome não poderia ser mais original em holandês “Brugge”, que traduzido para o português é “ponte”.
A língua falada em Bruges é o flamengo, uma variante da língua neerlandesa (holandesa) que é a língua oficial da região de Flandres, onde a cidade se localiza. No entanto, devido ao grande número de turistas, o inglês é amplamente aceito e falado nas áreas turísticas.
Durante a Idade Média, Bruges foi um centro comercial internacional de grande renome e desfrutou de um período áureo de prosperidade econômica incomparável. Hoje, a cidade ostenta uma bela variedade de praças e edifícios históricos bem preservados, ruas calçadas de paralelepípedos, charretes circulando de um lado para o outro e um aroma de chocolate e waffle no ar.
A viagem para Bruges fez parte de uma viagem maior, confira no post Diário 7 – Portugal. Saímos do Brasil no dia 2 de abril de 2024 com destino a Lisboa, onde fizemos nossa base por três meses. De Lisboa, partimos para um passeio de quase duas semanas pelos Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo. A última cidade visitada nos Países Baixos foi Roterdã, de onde partimos no dia 13 de abril para Bruxelas. Ali passamos apenas o dia e seguimos de noite para Bruges. Estávamos eu, minha esposa, nossa filha e uma amiga que mora em Portugal.
Em Bruxelas, embarcamos em um ônibus da Flixbus, por volta das 19 horas, com destino a Bruges, a cerca de 1h30 de viagem. O Flixbus é uma boa alternativa de transporte, principalmente com relação ao preço dos bilhetes, que costuma ser mais baixo. A passagem pode ser comprada pelos aplicativos da Flixbus ou da OMIO, onde compramos.
O ponto final do ônibus é ao lado da Estação Central de Bruges. Caminhamos cerca de 600 metros, passando por dentro da estação, até o Hotel Ibis Budget, onde nos hospedamos. Sua localização é ótima, um bom custo/benefício. Tanto na estação quanto na praça há opções para lanches rápidos e ainda um supermercado Carrefour.
No dia seguinte a nossa chegada em Bruges, fomos conhecer a cidade. E no segundo dia, fizemos um bate e volta a Gante. Em seguida, partimos para Luxemburgo.
Embora a estadia em Bruges tenha sido curta, conhecemos bastante coisa.
O Ibis onde nos hospedamos é perto da Estação Central da cidade, mas fica a cerca de 20 minutos de caminhada até o centro. Como o trajeto é plano e a cidade é bem bonita, foi muito agradável fazer esse percurso. No entanto, é possível pegar um shuttle gratuito que sai da Praça da Estação para o centro.
Seguimos pela Oostmeers (logo no início, uma bonita paisagem sobre o canal) até a Praça do Concertgebouw Brugge e de lá até a Catedral de São Salvador. Percorremos 1,5 km apenas até nossa primeira parada.





A Catedral de São Salvador foi o principal templo da cidade e é um dos poucos edifícios em Bruges que sobreviveu, sem danos, aos diversos ataques sofridos, especialmente durante as duas grandes guerras. No entanto, passou por algumas alterações e renovações, principalmente quando obteve o título de Catedral, em 1834.
O exterior do templo tem alvenaria que lembra um castelo fortificado. A construção da igreja atual é datada entre 1275 e 1527, aproximadamente.


O interior da Catedral tem 101 metros de comprimento e foi decorada com mobiliário de grande beleza. Após a ocupação francesa, muitos tesouros artísticos, como pinturas, esculturas, trabalhos em metal precioso, mausoléus, murais, um coro gótico tardio único, tapeçarias barrocas tardias, vitrais neogóticos, entre outros, chegaram à Catedral, vindos de igrejas e mosteiros demolidos, principalmente da antiga Catedral de São Donatian, antecessora do templo atual.
No momento em que estávamos visitando a Catedral fomos surpreendidos pelo som de seu famoso órgão Klais.
Acesse o site da Catedral, um dos mais completos sites de igreja que já consultei, para conhecer detalhes de sua história e das obras de arte, além de fazer um tour virtual. Encontrará também informações sobre horários de visitação (de graça), dos concertos de órgão (pagos) e das missas.
A Igreja de Nossa Senhora ou Onze Lieve Vrouwekerk, em flamengo, está localizada a menos de 300 metros da Catedral. Ela foi fundada no início do século XIII, por volta do ano 1220, em um local onde antes havia uma capela dedicada à Santa Maria. A construção inicial foi em estilo românico, mas ao longo dos séculos, a igreja foi ampliada e reconstruída várias vezes em estilo gótico.





O acesso à igreja é gratuito, entretanto, parte das obras está no museu da igreja e o acesso é pago.
Ao lado, tem uma pracinha com alguns bancos e uma estátua de Guido Pieter Theodorus Josephus Gezelle, influente escritor e poeta, além de padre. A casa onde ele nasceu é hoje o museu literário Gezellehuis.

O Site Old St John está localizado no coração de Bruges. No centro da propriedade está o Hospital St. John, do século XIX, com suas oito grandes enfermarias comunitárias. Até a década de 1970, este era o hospital central de Bruges. As enfermarias agora funcionam como um centro de convenções contemporâneo e como espaço de exposição temporária. Um passeio pela propriedade leva o visitante ao medieval Hospital St John, à Praça Eleonora Verbeke, à obra de arte The Veins of the Convent (As Veias do Convento), ao Parque do Hospital St John e a vários restaurantes, entre outros pontos.

A praça do hospital recebeu o nome de Eleonora Verbeke, uma freira do hospital do século XVIII, onde há a escultura Des Deux Moines (dois monges se cumprimentando com o “beijo da paz”).

A obra de arte “The Veins of the Convent” , de 1999, é do artista italiano Giuseppe Penone. Ela faz parte de uma série de trabalhos do artista conhecido por fazer uma conexão da natureza com o corpo humano.

Há duas entradas diferentes para o Sítio Histórico de Old St. John: pelo portão na Mariastraat, 38 ou pela Zonnekemeers (ao lado do estacionamento).
A cidade de Bruges tem muitos museus, passamos na porta de alguns, mas não tivemos tempo para visitá-los:
Todos são pagos, o ingresso custava 15 € em abril 2024, exceto o Museu da Igreja Nossa Senhora que custava 8 €. Se for visitá-los veja também opções de ingressos combinados ou o passaporte que dá acesso a esses e a outros museus.
O acesso ao Museu O.L.V.- Kerk é pago e à igreja Nossa Senhora, ao qual está ligado, é gratuito. Destacam-se as obras:
O edifício do Museu Memling está localizado ao lado da Igreja de Nossa Senhora. Parte do edifício abrigou o hospital medieval, do século XII, Hospital St. John’s.

Seu nome é em homenagem ao pintor alemão Hans Memling. O museu exibe várias de suas obras, bem como registros hospitalares, instrumentos médicos e outras obras de arte.
O Museu Gruuthuse (Gruuthusemuseum) está localizado ao lado da Igreja Nossa Senhora, na Gruuthuse medieval, a casa de Louis de Gruuthuse. Seu acervo abrange mais de 600 peças dos séculos XV ao XIX.

O museu exibe tanto o interior de uma casa de família rica do final da Idade Média, quanto vitrais góticos; esculturas de madeira; refinadas rendas históricas; pinturas de diferentes períodos; mesa de jantar dos séculos XVII e XVIII, posta com talheres de prata e luxuosa porcelana chinesa. O tema que permeia a exposição é “Plus est en vous” – Há mais em você (do que você pensa) – que era o lema de Luís de Gruuthuse. O objeto mais famoso da coleção é o busto de terracota pintada de Carlos V, Sacro Imperador Romano, de 1520, atribuído a Conrat Meit. Outro destaque é a coleção de tapeçarias flamengas dos séculos XVI e XVII.
A cidade de Bruges comprou a casa em 1875, restaurando-a completamente entre 1883 e 1895. O exterior conserva uma parte original e outra foi reconstruída; o interior é principalmente uma reconstrução neogótica do final do século XIX de um interior medieval. O edifício foi inicialmente usado para exibir a coleção arqueológica da Société Archéologique e se expandiu para um museu mais geral ao longo dos anos, depois que a cidade adquiriu outras coleções, em 1955.
O Museu Groeninge está localizado próximo do Museu Gruuthuse. Entre os dois, está o jardim Arentshof, um bom lugar para descansar entre as cercas vivas e as estátuas “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse“.

O museu, de 1930, leva o nome da rua onde foi construído – Groeninge, com o objetivo de abrigar a enorme coleção de pintura flamenga e arte sacra pertencente à cidade. Aqui encontram-se obras-primas de Jan van Eyck e Hans Memling e muitas outras obras marcantes da história da arte europeia. Você também pode se maravilhar com preciosidades de mestres renascentistas e barrocos, telas neoclássicas de Bruges dos séculos XVIII e XIX e obras-primas dos expressionistas flamengos.
A Galeria de Arte Koetshuis faz parte do famoso sítio arqueológico “Oud Sint-Jan” e está instalada, desde 2014, em um edifício tombado de 1863 – a histórica Coach House. Na Galeria, você encontrará esculturas de bronze de Marc Claerhout e joias de ouro e prata criadas por sua filha, Kathleen Claerhout. Nas paredes, verá uma seleção de pinturas de outros artistas, renovada periodicamente.



Vale a pena passar na galeria para conhecer. A entrada é gratuita, e com certeza estará no caminho de seu roteiro.

Zonnekemeers é um antigo “portão” da cidade. A estrutura era a portaria do caminho que ligava o Hospital Saint John a um novo departamento cirúrgico instalado na antiga Instituição Saint Anthony, renomeada Clínica Minnewater. A portaria foi construída em 1936 em estilo neogótico tardio. A fachada leste é decorada com um baixo-relevo de São João Batista segurando um cordeiro e na fachada oeste, em um nicho, há uma estátua de São João Evangelista.



De um dos lados do Zonnekemeers está um estacionamento rotativo e do outro a Galeria de Arte Koetshuis. Um pouco à frente está a Walplein.
Walplein é uma pequena praça de paralelepípedos tomada por mesas de bares, cafés e restaurantes sob às árvores, bem próxima do Zonnekemeers e da Galeria de Arte Koetshuis. Aqui, o escultor Jef Claerhout presta homenagem aos cocheiros da cidade com sua escultura “Zeus, Leda, Prometeu e Pégaso visitam Bruges”.

Depois de caminhar um pouco pela cidade nos rendemos ao aroma de chocolate no ar e fomos conhecer algumas lojas, especialmente as da Katelijnestraat (rua da Igreja Nossa Senhora). Em várias delas tem degustação.
O chocolate belga é considerado um dos melhores do mundo. Sua composição é regulamentada por lei desde 1884, com a intenção de prevenir adulteração do chocolate com gorduras de baixa qualidade de outras fontes, e de garantir a quantidade mínima de 35% de cacau puro.
Os chocolates são vendidos de diversas formas, em barra, trufas, recheados com castanhas, brancos, escuros, amargos, ao leite, e ao lado de geleias, doces, licores, macarons, cookies, torrones, waffes e outras delícias.
O passeio de barco pelos canais de Bruges é uma atração quase obrigatória, já que a cidade é conhecida como a Veneza do Norte. Particularmente, acho um passeio imperdível.
Há várias modalidades de passeios de barco: privado ou para grupos, com destino a Gante, com degustação de cervejas e outras. Optamos por fazer o passeio mais popular pelo centro histórico, que segue o mesmo percurso fixo determinado pelo governo municipal. A duração é de cerca de 30 minutos. Os passeios são realizados todos os meses, mas podem não sair por causa do mau tempo.



























Fizemos o percurso com a empresa Bruges Boat Tour, localizada na Katelijnestraat 4, bem ao lado do Hospital Saint John e da Igreja de Nossa Senhora, no deck da Mary’s Bridge (Mariabrug). Pagamos 15€ por pessoa. Outras empresas fazem o mesmo passeio partindo de outros locais de embarque na região central de Bruges. Consulte aqui os preços atualizados, horários e datas dos serviços.
Navegar pelos canais de Bruges é uma outra forma de conhecer a cidade por um ângulo diferente. Passamos sob várias pontes históricas, por hotéis famosos, bares movimentados, construções medievais, igrejas, museus e nos encantamos com o visual. Veja aqui alguns dos atrativos do percurso.
Tanto o De Dijver Park quanto a Nepomucenus Bridge estavam em nosso caminho para os atrativos seguintes.
De Dijver é um pequeno parque ao longo do canal de mesmo nome, repleto de tílias (árvores comuns na região, com folhas em tom de verde bem vivo) e uma bonita vista da Igreja de Nossa Senhora. Nos finais de semana é realizada uma feira de antiguidades, bugigangas e artesanatos sob a sombra as árvores.


Já a Nepomucenus Bridge é uma famosa ponte em arco, no Centro Histórico. Ela atravessa o Canal Dijver, onde as ruas Wollestraat e Eekhoustraat se unem. Há uma estátua barroca do escultor flamengo Pieter Peperse, do século XVIII, de São João Nepomuceno com uma auréola e um crucifixo. Ele é o santo padroeiro das pontes e protetor contra afogamentos, e sua imagem é frequentemente encontrada em pontes na Europa.


De qualquer lado que se olhe da ponte terá uma bela vista: no sentido da Wollestraat, verá a Torre Belfort no horizonte, localizada na Grote Markt, já no sentido do Canal Dijver, em ambas as direções, se surpreenderá com os edifícios medievais, a Igreja Nossa Senhora, as árvores verdinhas do parque à margem do canal e o próprio canal. A Cervejaria 2 Be, está junto à ponte, na Wollestraat, e foi nossa parada a seguir.



A 2 Be é mais que uma cervejaria e loja de lembranças, é um local imperdível, com muita história, ótima cerveja e bela vista do canal.

Logo no corredor de entrada o destaque é o “The Beer Wall”, uma grande vitrine com diferentes cervejas e algumas frases sobre a bebida.






A 2 Be está instalada na Casa Perez de Maluenda. O edifício do século XV serviu como residência do nobre espanhol Perez de Maluenda, em 1578. Durante a Guerra Hispano Holandesa, a relíquia do Sangue Sagrado da Basílica do Sangue Sagrado ficou ali escondida.

Na loja 2 Be estão à venda uma grande variedade de cervejas, chocolates, biscoitos, camisetas e inúmeros outros souvenirs, incluindo itens de colecionador de personagens belgas como Tintim, Smurfs e Asterix.














Depois de visitar a exposição permanente de 2.416 cervejas, desfrute do terraço, que tem uma bela vista.


Assim que saímos da 2 Be resolvemos almoçar e entramos no primeiro restaurante bem em frente à cervejaria. Um local simples, com boa refeição a preço justo. A intenção era comer bem rápido e seguir para a segunda parte do passeio. Alimentados, caminhamos uns 300 metros pela Wollestraat até a Market Square.


A Grote Markt é a principal praça do centro histórico de Bruges, onde estão:
No centro da praça há duas estátuas dos líderes populares flamengos do início do século XIV, Jan Breydel e Pieter de Coninck, considerados heróis por sua luta contra a dominação francesa e em defesa da identidade flamenga. Outras atrações são a feira realizada na praça às quartas-feiras e o Mercado de Natal, montado ali de 21 de novembro a 4 de janeiro. É possível ainda contratar carruagens para um passeio pela cidade.
O Campanário de Bruges faz parte de um impressionante edifício de salões do século XIII. Na Idade Média, o salão era usado para armazenar e expor os tão cobiçados tecidos flamengos, bem como outros produtos. Hoje, o antigo salão de vendas é usado para organizar eventos, exposições e feiras.
A torre tem 83 metros de altura e tem um carrilhão com 47 sinos. O edifício é composto por três níveis de construção. As duas seções quadradas inferiores, em tijolo, foram construídas durante o século XIII. A torre octogonal superior, em calcário de Brabante, foi construída entre 1482 e 1486.

A vista do topo da torre é uma das mais bonitas da cidade. Mas é preciso estar animado e em boas condições físicas para subir seus 366 degraus até o topo, com paradas estratégicas em alguns andares para conhecer um pouco da história do monumento. A subida é paga e convém comprar o ingresso antecipadamente para não enfrentar fila. Nós não subimos.

O Tribunal Provincial é a sede do governo provincial de Flandres Ocidental, a província da qual Bruges é a capital. Embora tenha aspecto de edifício muito antigo, o edifício foi reconstruído na última década dos anos 1890. Primeiro, foi um armazém onde os navios carregavam e descarregavam suas cargas (o rio chegava até o edifício, mas a área foi aterrada). Depois, foi construído um complexo neoclássico monumental com lojas, cafés e apartamentos. Após um incêndio em 1878, que queimou grande parte do complexo, foi construído um impressionante edifício neogótico, o Tribunal Provincial.

É possível visitar o imponente Tribunal Provincial, que abriu suas portas para visitação em 2024 após completa restauração, e conhecer a história do edifício histórico, aprender mais sobre Flandres Ocidental, além de visitar uma exposição de objetos típicos da região. O edifício contempla ainda uma cafeteria, a “Hofcafé”, e uma loja de lembranças, a “Hofshop”.
A Bruges Beer Experience é mais que apenas um museu de cervejas. O local conta com um bar e uma loja de cervejas e souvenirs e, claro, com um museu interativo onde o visitante terá uma ideia do que a cerveja representa para Bruges, dos tipos de cerveja e do processo de produção. O ingresso pode ser comprado no site, onde há informações sobre os tipos de experiências oferecidos e os horários de funcionamento.

Breidelstraat é uma pequena rua que conecta a Praça do Mercado (Grote Markt) à Praça De Burg. Embora a rua seja pequena, com certeza irá passar um bom tempo ali. Primeiro, comendo o famoso waffel da Chez Albert (tem mais duas lojas em Bruges, além de Bruxelas e Antuérpia) e, depois, conhecendo a loja de chocolate La Belgique Gourmande (tem mais duas lojas em Bruges e cinco em Bruxelas) e a loja Käthe Wohlfahrt especializada em enfeites de Natal (o ano todo) e relógios cuco.

















De Burg é outra praça muito bonita, situada um pouco adiante da Market Square. Ela é cercada por edifícios históricos, incluindo o antigo Solar do Franco de Bruges, o antigo Registro Civil, a Prefeitura, a Basílica do Sangue Sagrado, a Capela de São Basílio e o antigo Presbitério de São Donaciano.



Na área arborizada da praça encontra-se a escultura “The Lovers” (ou “De Verliefden”) de Stefaan De Puydt e Livia Canestraro. Ela é de bronze, traz um casal dançando e a inscrição da palavra “amor” em vários idiomas.



A Basílica do Sangue Sagrado é um anexo da antiga casa dos Condes de Flandres. O edifício atual data do século XIX, depois que o original foi completamente destruído durante a Revolução Francesa, onde foram construídas duas capelas: a capela inferior, de São Basílio, e a capela superior, do Santo Sangue. O templo foi elevado à categoria de Basílica em 1923, devido à veneração especial ao Santo Sangue.
A primeira capela foi fundada no século XII pelo Conde Diederik van de Alsace (1128-1168) e colocada sob a proteção de São Basílio, o Grande, um famoso doutor grego da igreja do século IV, cujas relíquias foram trazidas de Cesareia para Bruges pelo Conde Roberto II.
Na segunda capela, a do Santo Sangue, acredita-se que o sangue de Cristo tenha sido coletado na Cruz por José de Arimateia e trazido para a Europa por Thierry da Alsácia, um nobre que retornou da Segunda Cruzada em 1150. O Santo Sangue é uma das principais relíquias existentes, classificada como grau 01, pois é parte do corpo, no caso, de Jesus Cristo. Além da Basílica de Bruges, somente sete outras possuem a relíquia do Santo Sangue.
O frasco com o sangue atribuído a Cristo é exibido ao público em dias e horários específicos, sendo a sexta-feira uma das ocasiões em que a relíquia pode ser vista. Por coincidência, quando chegamos, estava terminando um celebração e os fieis estavam saindo em procissão com a relíquia e pudemos vê-la rapidamente, mas não foi permitido fotografar.
A capela do Santo Sangue também abriga o museu da Basílica, uma espécie de câmara do tesouro com inúmeras obras de arte valiosas, principalmente relacionadas à veneração da relíquia do Santo Sangue.
A visita às duas capelas da Basílica é gratuita e a visita ao museu é paga.
O edifício histórico da Prefeitura é o que mais atrai a atenção na Praça De Burg. Ele foi construído em estilo monumental gótico tardio entre os anos de 1376 e 1421, ou seja, a cidade é administrada dali há mais de 600 anos, uma das prefeituras mais antigas dos Países Baixos.
É possível visitar o interior do edifício (visitação paga).

O Antigo Registo Civil é um dos edifícios renascentistas mais antigos da região de Flandres, cuja capital é Bruges. Ele foi concluído em 1537 e abrigou o Registrador Civil, funcionário que ocupava um dos mais importantes cargos da cidade. A fachada é feita inteiramente de pedra natural e ricamente decorada com estátuas de bronze, de 1883, do escultor Hendrik Pickery.
O edifício ainda hoje é utilizado para atividades administrativas de Bruges e pode ser visitado nos finais de semana. Consulte informações para compra combinada de ingressos de museus na Bélgica.

Já se aproximava das 18 horas e ainda estava em nosso roteiro conhecer a Begijnhof e a região do Minnewaterpark. Estes dois locais estavam no caminho para o hotel, o Ibis Budget (ao lado da Estação de Bruges). Da Praça De Burg para o hotel caminhamos 2,5 km.
Da Praça De Burg seguimos pela Steenstraat (Stone Street), uma das mais antigas ruas de Bruges e a primeira a ser calçada com paralelepípedos, é também uma importante rua comercial da cidade.



Em seguida, passamos pela Simon Stevinplein, que exibe no centro uma estátua do matemático e físico Simon Stevin (nascido em Bruges em 1548) que dá nome à praça, com uma fileira de tílias de cada lado. Ele inventou o sistema decimal para frações e criou a base matemática para a construção de fortificações.

Passamos novamente em frente à Igreja Nossa Senhora e viramos na Wijngaardstraat, passando pela Wijngaardplain.
A Wijngaardplain é mais uma praça charmosa em Bruges, com belas paisagens e uma impressionante arquitetura medieval. Seu entorno é bem movimentado, com várias cafeterias, bares e restaurantes.
Vale a pena passar um tempo ali, sentado em um dos estabelecimentos comerciais ou admirando o gramado verdinho, contrastando com o canal e os cisnes brancos (o único lugar no centro da cidade onde eles são alimentados pela prefeitura).
São destaques ainda o portão de entrada para Begijnhof Ten Wijngaerde, o busto de Maurits Sabbe, “o filósofo da eclusa”, e o Sashuis, além da escultura Horse Head Drinking Fountain, onde os cavalos bebem água. Todos os passeios de charrete começam e terminam na praça do mercado, mas todos os percursos passam pela fonte, garantindo que os cavalos possam beber água se quiserem.



O Sashuis era o edifício que regulava o abastecimento de água do centro da cidade e contribuiu para a criação do Lago Minnewater. O atual Sashuis foi construído no século XVI, substituindo um complexo de eclusas do século XIII. O Sashuis está fora de uso desde a década de 1970, mas os três açudes ainda podem ser avistados.

Begijnhof Ten Wijngaerde ou Beguinário Principesco ‘Ten Wijngaarde’, de propriedade da cidade de Bruges, é um local cercado por casas brancas com uma grande área verde no centro, com álamos e tílias; na primavera, narcisos e jacintos silvestres florescem sucessivamente. Ali impera o silêncio, que é respeitado por todos os visitantes.



O Beguinário de Bruges foi fundado em 1245 pela ordem das Beguinas – mulheres leigas religiosas, que dedicaram a vida a Deus sem, contudo, se isolarem do mundo. No século XIII, elas fundaram beguinários que atendiam às suas necessidades espirituais e materiais dos necessitados. Atualmente, algumas freiras da Ordem de São Bento e da Ordem de São Vicente de Paula vivem lá, bem como mulheres solteiras.
No local também há um museu e uma igreja, onde as freiras celebram a liturgia diariamente e onde encontra-se a estátua “Maria com o Menino Jesus”, a obra mais antiga de Bruges. Trata-se de uma estátua de Nossa Senhora de Spermalie, de 1247. A igreja do século XIII era originalmente gótica, mas foi quase completamente destruída por um incêndio no século XVI provocado por uma vela. Alguns elementos barrocos do interior foram adicionados durante a reconstrução no século XVII, como o altar barroco e um órgão de 1754.
Este, juntamente com outros 12 beguinários flamengos, são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1998.


Para acessar o Beguinário, passamos por uma ponte e em seguida pelo portão principal, do século XVIII. Acima, uma imagem de Santa Isabel, padroeira da Beguinaria de Bruges e a inscrição “Sauvegarde” (salvaguarda, proteção), que indica a proteção da Condessa de Flandres, Joana de Constantinopla. Há também um segundo portão na Casa do Ecluseiro. Ambos ficam fechados à noite.
Infelizmente, a capela e o museu já estavam fechados.

O Minnewater Park tem várias versões para a origem de seu nome, uma delas está relacionada ao trágico romance de Minna e seu amor guerreiro, Stromberg, cuja lenda diz que o visitante experimentará o amor eterno se atravessar a ponte do lago com seu parceiro. O lago retangular sob a ponte de que trata a lenda é o Lago do Amor.
Passamos rapidamente pelo parque, que é bem tranquilo e bonito. Além das belezas naturais, um dos destaques na paisagem é o Castelo della Faille (Kasteel Minnewater), construído em 1893 em estilo neogótico e comprado pela cidade de Bruges em 1980.

Já passava das 19 horas quando chegamos no hotel para descansar, pois iríamos a Gante no dia seguinte. Apesar de corrido, o roteiro não decepcionou nem numa cidade nem na outra.

Foi um dia muito intenso e pudemos conhecemos os pontos mais emblemáticos da cidade. Um dia em Bruges é suficiente? Acredito que se sua intenção for conhecer os museus e fazer o tour com mais calma, dois ou três dias na cidade seria o ideal. No entanto, em apenas um dia foi possível passar pelos principais pontos da cidade, fazer um passeio de barco, tomar as maravilhosas cervejas belgas e provar chocolates e o waffle. Porém, não visitamos nenhum dos vários museus da cidade e nem tivemos muito tempo para sentar nos diversos bares, restaurantes e cafés, para apenas curtir o lugar.
´Conhecer tanta coisa em Bruges em tão pouco tempo só foi possível porque gostamos muito de caminhar, mas se não for o seu caso, percorra a cidade em um micro ônibus.

Resumo: chegamos de Bruxelas no dia 13 de abril de 2024 à noite, exploramos Bruges no dia seguinte, batemos perna em Gante no outro dia e partimos para Luxemburgo no dia 16 de abril de 2024. Siga o fio e confira todos os posts dessa viagem.
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