Genebra, a “Cidade da Paz”, é a segunda cidade mais populosa da Suíça (191 mil habitantes), ficando atrás apenas de Zurique (372 mil habitantes). A capital do país é Berna, quarta maior cidade (133 mil habitantes). Assim como Nova York, Genebra é o centro mais importante da diplomacia e da cooperação internacional, onde estão sediadas inúmeras organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas – ONU, a Cruz Vermelha e o Médico sem Fronteiras; e é um dos mais importantes centros financeiros da Europa. A cidade é considerada uma das mais caras do mundo para se viver e uma das que tem a melhor qualidade de vida no mundo.
Nossa viagem para Genebra fez parte de um roteiro maior, detalhado no Diário 7 – Portugal (abril de 2024). Saímos do Brasil com destino a Lisboa, onde fizemos nossa base por três meses. Ainda em abril, fizemos uma viagem de quase duas semanas pelos Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo, retornando a Lisboa, onde ficamos mais um mês aproximadamente antes de visitarmos Genebra. Estávamos eu, minha esposa e nossa filha.
De Lisboa para Genebra são menos de três horas de voo. Chegamos já de noite na cidade (o fuso horário é de uma hora a mais que Portugal), no Aeroporto Internacional de Genebra, que fica a menos de 5 km do centro e mais próximo ainda da cidade de Ferney-Voltaire (post do Brasília na Trilha), na França, onde nos hospedamos.
Genebra não estava nos planos, mas nossa filha conseguiu um estágio e pudemos ajudá-la na mudança de Lisboa para lá. Aproveitamos para explorar a cidade, pena que foram apenas três dias.
Embora tenha ônibus direto do aeroporto para Genebra e para Ferney-Voltaire, optamos por pegar um Uber porque estava chovendo e estávamos com muita bagagem. Foi o transporte por aplicativo mais caro que já pegamos na vida. Seguimos direto para o apartamento onde nossa filha moraria em Genebra e mais tarde fomos para o hotel em Ferney-Voltaire.
Neste post vou descrever os passeios que fizemos em Genebra.
Chegamos no dia 24 de maio de 2024 e retornamos a Lisboa no dia 28 no final da manhã, três dias inteiros para passearmos e ajudarmos nossa filha a se instalar.
Acordamos cedo, já no Apart Hotel Zenitude em Ferney-Voltaire e aproveitamos para conhecer a pequena cidade – veja o post exclusivo do Brasília na Trilha de Ferney-Voltaire.
Depois do almoço pegamos o ônibus no ponto Ferney Centre, próximo do hotel, e seguimos para a Suíça, onde chegamos 15 minutos depois na Estação Cornavin, no centro de Genebra. Ainda na estação nossa filha providenciou um cartão de transporte mensal para ela e pegou algumas informações gerais sobre a cidade.
Vou dividir o passeio deste dia em duas partes: da Estação Cornavin até a margem esquerda do Lago Léman e da margem esquerda para a margem direita do Lago.



Acompanhe no mapa a primeira parte do roteiro – da Estação Corvavin à margem esquerda do Lago Léman.
Nossa primeira parada foi na Basílica Nossa Senhora de Genebra (Basilique Notre-Dame de Genève, em francês), bem próxima da Estação Cornavin. Ela foi construída entre 1852 e 1857 e elevada à basílica menor por Pio XII, em 1954. É o principal santuário católico de Genebra, visto que a Catedral de São Pedro foi transformada em templo protestante, em 1535.


O destaque da Basílica é a imagem da Virgem Imaculada, obra do escultor romano Carlo Maria Forzani, instalada no centro da Capela da Virgem. A escultura é em mármore branco de Carrara, com 1,30 metro de altura, e foi ofertada pelo Papa Pio IX como agradecimento por ter promulgado o dogma da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro de 1854.








Da Basílica, descemos a movimentada Rue du Mont-Blanc, onde há inúmeras cafeterias, bares, restaurantes e lojas, além do bonito edifício do Swiss Post e da Holy Trinity Church, igreja anglicana de 1853 (a igreja faz parte da Diocese da Igreja da Inglaterra). Se continuássemos pela rua por uma curta distância chegaríamos à ponte Mont-Blanc, mas viramos à esquerda, em um dos acessos à Square du Mont-Blanc, que é uma praça cercada por edifícios. O acesso se dá por meio de quatro arcos existentes nos prédios, um em cada lado da praça.






Em uma das laterais da Square du Mont-Blanc tem outra passagem sob um dos seus arcos que liga à Square des Alpes. O jardim é famoso pelas cerejeiras japonesas que florescem no início da primavera. Nos arredores estão também os principais hotéis de luxo da cidade, como o Le Richemond e o Beau-Rivage. No centro do jardim está o Cottage Café, bem movimentado, mas o que realmente chama a atenção é o Monumento de Brunswick, de frente para o Lago Léman, próximo da Pont du Mont Blanc. O monumento é um mausoléu, construído em 1879, para celebrar a vida de Carlos II, Duque de Brunswick. Ele levou sua fortuna para a cidade de Genebra em troca da construção de um monumento em seu nome, especificando que fosse uma réplica dos Túmulos Scaliger em Verona, Itália. O Grand Théâtre de Genève, inaugurado em 1879, também foi construído com seus recursos.






Da praça, atravessamos a rua até o calçadão da orla do Lago Léman – “Promenade du Lac” ou “Quai du Mont Blanc” (Cais do Monte Branco) – um local popular e conhecido pela vista deslumbrante do lago e das montanhas ao redor.


Uma boa referência de onde começamos o passeio no calçadão é a Pont du Mont Blanc, que pode ser considerada como o fim do Lago Léman e onde o Rio Ródano retoma o seu curso até o Mediterrâneo. A ponte conecta os bairros da margem esquerda do Ródano aos da margems direita. Ela tem cerca de 250 metros de comprimento e recebeu o nome do maciço mais alto dos Alpes, o Mont Blanc, visível de Genebra.

Sob a ponte, um dos cartões postais da cidade, o Lago Léman (Lac Léman), o maior da Europa Ocidental, também chamado indevidamente de Lago de Genebra, pois na verdade ele margeia outras cidades além de Genebra: Lousanne, Montreux, Vevey e Saint-Gingolph (suíças), e Évian-les-Bains e Thonon-les-Bains (francesas).
No calçadão, na altura do Hotel Beau Rivage (ao lado do Monumento Brunswick), tem uma estátua da Imperatriz Sissi da Áustria (e rainha da Hungria) mostrando o local onde ela foi assassinada, em 10 de setembro de 1898. Ela estava hospedada no Hotel Beau Rivage passando férias.

Ainda no calçadão, nos deparamos com o “Bains des Pâquis“, inaugurado em 1872. Trata-se de uma praia lacustre com estrutura semelhante a de um clube, com sauna, banho turco e massagem, espaço para a prática de yôga e tai-chi, e um píer de concreto onde moradores e turistas tomam banho de sol e apreciam a linda vista. Os mais corajosos aproveitam para nadar (a água é gelada) e pular do trampolim no lago ou praticar esportes como o remo. O local é público, paga-se uma pequena taxa para entrar (dois francos-suíços – CHF). Entramos apenas para conhecer e tirar algumas fotos (nos deixaram entrar sem pagar). Alguns atrativos, como sauna e massagem, são pagos à parte. Ao final do pier tem um farol, que atrai muita gente para fotografá-lo com o belo lago ao fundo.
De todo o lago e de vários pontos da cidade é possível avistar mais um cartão postal de Genebra, o Jet d’eau, um chafariz cujo jato d’água chega a 140 metros de altura, uma das maiores fontes do mundo, e que pode ser visto também à noite porque é iluminado. É um dos mais famosos marcos da cidade, sendo apresentado no site oficial de turismo de Genebra.



Depois de passearmos bastante pelo calçadão na margem esquerda do lago, pegamos um barco (transporte público) para atravessá-lo e apreciar a vista por outro ângulo. Desembarcamos na margem direita e fomos explorar a região. Acompanhe o roteiro na Parte 2.
No Lago de Genebra, o transporte público é feito pela empresa Mouettes Genevoises Navigation, que opera quatro linhas de barcos (M1, M2, M3, e M4) para transporte de passageiros e também funciona como passeio turístico. Pegamos o barco da linha M2 na margem esquerda, que sai a cada dez minutos de Pâquis e vai até Eaux-Vives (veja no mapa abaixo). Compramos o ticket em um quiosque no calçadão, pagamos 2 CHF (dois francos suíços). Se tiver tempo, explore as outras linhas, pois é uma opção barata para apreciar o lago e os atrativos à sua volta.
Outras formas de transporte incluem cruzeiros da empresa GCN, que oferecem viagens para as principais cidades ao redor do lago.





Atravessar o Lago Léman de barco foi uma ótima opção, a vista é incrível. Desembarcamos na margem direita, próximo do Jardin Anglais (Jardim Inglês) e da Ponte Mont Blanc.





O Jardim Inglês tem uma área de 25 mil m² e foi criado em 1854. O nome foi dado ao local onde os turistas ingleses costumavam passear junto ao lago. É um dos pontos mais visitados pelos turistas em Genebra e marca o início do Quai Gustave-Ador.
Alguns dos destaques do Jardim Inglês:







Depois de passarmos momentos agradáveis no Jardim Inglês, atravessamos a movimentada Quai du Général-Guisan e a pequena Place du Port até a Rue du Rhône, onde pegamos um ônibus no ponto Métropole. O destino seguinte foi a casa da anfitriã de nossa filha, que nos convidou para jantar. Depois, voltamos de ônibus para o hotel em Ferney-Voltaire.


Nosso segundo dia em Genebra, um domingo, também foi bastante intenso. Saímos bem cedo do hotel em Ferney-Voltaire rumo à residência de nossa filha em Genebra, cerca de dez minutos apenas de ônibus. Depois, seguimos até a Estação Cornavin, para encontrarmos uma amiga de Lucerna (Suíça) que foi passar o dia conosco.
Inicialmente, seguimos o mesmo caminho do dia anterior, partindo da Estação Cornavin até o Bains de Pâquis, onde também pegamos um barco para atravessar o lago, desta vez, o que faz a linha M3 até Port-Noir.


Descemos bem próximo do Parc des Eaux-Vives e do Parc de la Grange, um ao lado do outro. Em comum, os parques têm extensos gramados, muitos arbustos floridos e árvores centenárias. Entramos pelo Parc des Eaux-Vives e saímos pelo Parc de la Grange.
O Parc des Eaux-Vives (Parque das Águas-Vivas) foi propriedade de várias famílias nobres antes de ser comprado, em 1913, pela comuna de Eaux-Vives. Tornou-se propriedade da cidade de Genebra em 1931, quando as comunas se unificaram. Ele tem uma área de 84 mil m², em declive. Na parte mais alta do terreno tem uma mansão histórica, que remonta ao século XVIII e hoje serve como hotel e restaurante. O Parque Eaux-Vives é a continuação natural do Parc de la Grange, acessível por um portão.
O Parc de la Grange tem uma área de 213 mil m², é o maior parque de Genebra. Destaque para o roseiral todo florido. Assim como no parque vizinho, há um grande edifício voltado para o lago, com um extenso gramado à sua frente: é a Villa La Grange, do século XVIII, onde atualmente funciona uma biblioteca, aberta à visitação apenas uma vez ao ano e mediante agendamento. No parque há ainda dois teatros, parque infantil, um pequeno lago e o Pavillon Pergola, que proporciona uma bonita vista do roseiral e do Lago de Genebra.
Ficamos pouco mais de duas horas nos dois parques, mas a vontade era permanecer muito mais tempo admirando cada cantinho. Ótimo lugar para fazer um piquenique.
Em frente ao parque está a pequena praia do Lago Léman, Plage des Eaux-Vives, com extensão de areia de 400 metros.


Seguimos pelo calçadão apreciando a arquitetura dos edifícios até o famoso Le Jet d’eau, um dos cartões postais mais famosos de Genebra, que pode ser visto de diversos pontos da cidade. O jato alcança 140 metros de altura, em uma velocidade de 200 km/h e vazão de 500 litros de água por segundo, números bastante expressivos. Veja o vídeo oficial do Le Jet d’eau.





Depois de caminharmos cerca de 2,5 km pelo calçadão da orla seguimos para a Cidade Velha. O primeiro mapa abaixo mostra o trajeto que fizemos pela manhã e o segundo mapa mostra o roteiro de 2 km, passando pela Cidade Velha, Place de Neuve e Parc des Bastions.
A Cidade Velha de Genebra (em francês: Vieille Ville), ocupa uma boa parte da cidade alta, onde se encontram belos edifícios dos séculos XVI, XVII e XVIII. Ali estão também a Prefeitura de Genebra (Hôtel de Ville), a Catedral, a Casa Tavel, o Colégio Calvino e a Praça do Bourg-de-Four.
Iniciamos o passeio da tarde na Fontaine la Paix, ainda na parte baixa, bem próxima ao lago. Seguimos pela Rue de Prince até a Place de la Madeleine.



Na Place de la Madeleine destaco as fontes e o Terrasse Agrippa-d’Aubigné, cujo acesso é por uma escada localizada a alguns metros adiante da praça. O terraço tem dois níveis, com várias árvores, como o castanheiro-da-índia, a sophora japonica e o álamo italiano.





Depois da Place de la Madeleine vem a Place du Bourg-de-Four, um local com bares e restaurantes (aproveitamos para almoçar), além de vários edifícios antigos ao redor, entre eles, Evangelical Lutheran Church of Geneva (ELCG), Palais de Justice de Genève e Poste de Police du Bourg-de-Four.



Atrás do terraço está a Catedral de São Pedro de Genebra (em francês: Cathédrale de Saint Pierre), que era católica e, em 1535, passou a ser protestante. A primeira fase da construção da Catedral é datada de 1160. A visita ao templo é gratuita, mas paga-se para visitar a torre e o sítio arqueológico. Visitamos a Catedral rapidamente, pois estava sendo realizado um evento lá e não pudemos visitar a torre nem o sítio arqueológico. No site oficial tem todos os detalhes da visita, horário, preço, além de fotos e vista 360º.




Seguimos para a Maison Tavel, a mais antiga residência privada sobrevivente em Genebra, passou a museu em 1986. São seis andares de história sobre o desenvolvimento da cidade e diferentes aspectos da vida passada de seus habitantes. O museu tem móveis de época, quadros, guilhotina, armaduras, prataria, uma maquete da cidade em grande escala (uma reconstrução de Genebra antes da demolição das suas fortificações em 1850), entre outros objetos. O ingresso ao museu é por “preço sugerido”, ou seja, você paga o valor que lhe convier, podendo até não pagar nada.
Na mesma rua da Maison Tavel, em frente à prefeitura (Hôtel de Ville) está L’Ancien Arsenal: um pequeno espaço coberto e aberto 24 horas por dia, onde fica exposta uma coleção de canhões antigos, além de mosaicos com tema bélico. Um local de passagem, em apenas cinco minutos você conhece.

Viramos na esquina da prefeitura, passando pela Porte de la Treille, já saindo da parte alta da cidade, bem em frente à Statue de Pictet de Rochemont, estadista, agrônomo e diplomata suíço que negociou as fronteiras atuais de Genebra e o reconhecimento do status neutro permanente da Suíça.



Descemos a Promenade de la Treille, um calçadão com vista do Parc des Bastions. À sua direita tem um muro de contenção das mansões da Rue des Granges com 150 metros de comprimento, coberto por grande variedade de plantas. No final do calçadão (parte baixa) estão a Place de Neuve (Praça Nova) e o Parc des Bastion (Parque dos Bastiões).



A Place de Neuve, nome oficial desde 1988 (antes chamada de “Place de la Porte Neuve”), está localizada depois das antigas muralhas da cidade velha, no local de um dos portões da cidade medieval. A praça tornou-se o ponto mais importante da cultura genebrina, onde estão o Museu Rath, construído em 1824, dedicado às artes plásticas, exposições temporárias e arqueologia; o Grande Teatro de Genebra – “Grand Théâtre de Genève”, principal casa de ópera da cidade, inaugurado em 1879, graças à herança do duque Carlos II de Brunswick (tem um mausoléu em sua homenagem próximo à Ponte Mont Blanc) e à doação de um terreno de 3 mil m² pela cidade; e o Conservatório de Música, uma das mais antigas escolas de música da Europa, fundada em 1835 (o edifício foi construído entre 1856 e 1858). Anteriormente, os cursos do Conservatório eram no edifício do antigo Casino de Genève. No centro da praça tem uma estátua equestre, de 1884, em homenagem à Guillaume Henri Dufour, General Dufour, herói nacional e primeiro criador de mapas geográficos da Suíça.




Em frente à Place de Neuve está o Parc des Bastion (Parque dos Bastiões), onde é possível caminhar sob a sombra de árvores frondosas ou descansar em um dos bancos ao longo das calçadas, apreciando todo o cenário ao redor. Na entrada do parque tem tabuleiros gigantes de xadrez e dama, mesas de pingue-pongue e um bar/restaurante, o Kiosque des Bastions. A Universidade de Genebra tem três edifícios dentro do parque, construídos entre 1868 e 1872, em um deles está instalada a Biblioteca de Genebra. Destaca-se no parque o Monumento Internacional da Reforma, comumente conhecido como Muro dos Reformadores, de 100 metros de comprimento, feito em pedra da região de Pouillenay. Ao centro, as estátuas de quatro reformadores que atuaram em Genebra – Jehan Cauvin (Calvino), Guillaume Farel, Théodore de Bèze e John Knox; e nas laterais, as estátuas de seis pioneiros ou protetores da Reforma Protestante na Europa e nos Estados Unidos, como Martinho Lutero e Ulrico Zuinglio. O conjunto é protegido por um espelho d’água que lembra o fosso das antigas fortificações. No parque também tem algumas obras em bronze como a Fontaine Wallace, Monumento Henri Dunant, Estátua David, Bustos de Jean Piaget e de Gustave Moynier, entre outras.
Caminhamos por 1,5 km do Parque dos Bastiões até a Estação Cornavin, onde nossa amiga iria pegar um trem para Lucerna. Lá, pegamos um ônibus até o apartamento onde nossa filha passou a morar e jantamos com sua anfitriã. Depois de um dia bem animado, seguimos de ônibus para o hotel em Ferney-Voltaire.
Segunda-feira, dia 27 de maio, nosso terceiro e último dia de passeio em Genebra. Aproveitamos para descansar um pouco mais, levantamos mais tarde e almoçamos em Ferney-Voltaire, onde estávamos hospedados. Minha esposa e eu seguimos de ônibus no começo da tarde para Genebra, nossa filha já estava em seu primeiro dia de estágio.
O planejamento da tarde era conhecer o prédio da ONU e seu entorno, além do Jardim Botânico, que é próximo.


Próxima à Praça das Nações e ao Jardim Botânico encontra-se uma grande estação de trem, a Genève-Sécheron.

Descemos do ônibus perto da Place des Nations (Praça das Nações), onde o destaque é a obra “Broken Chair” de Daniel Berset, bem em frente ao Palácio das Nações. A placa com a frase “contra o uso da violência armada contra civis” explica o significado da obra Cadeira Quebrada, que nos convida à reflexão sobre a fragilidade das populações civis e dos direitos dos indivíduos, lembrando às nações de todo o mundo que devem por fim às guerras e proteger e ajudar a todos.


Próximo da praça encontra-se o Musée Suisse de la Céramiquue et Du Verre – Museu Ariana, de cerâmica e vidro, construído por Gustave Revilliod entre 1877 e 1884 para abrigar suas coleções pessoais de cerâmica, pintura, escultura e moeda. Em seu testamento (1890) ele deixou todo seu patrimônio para a cidade de Genebra. O museu e o jardim ocupam pouco mais de 10% da área do Parque Ariana, sendo o restante ocupado pelo Palácio das Nações. Não chegamos a entrar no museu, apenas admiramos o edifício e o parque ao redor.


Seguimos para o Jardim Botânico (Conservatoire et Jardim Botaniques), que está bem próximo. Ele foi instalado ali em 1904, ocupando uma área de 28 hectares, com muitas árvores, flores e arbustos, totalizando 10 mil espécies diferentes.

O acesso ao Jardim Botânico é gratuito e tem dois horários de funcionamento, conforme a época do ano: de abril a setembro, das 8 horas às 19h30, e de outubro a fevereiro, das 9h30 às 17 horas.

















Reserve de duas a três horas para conhecer cada um dos atrativos do Jardim Botânico, além da biblioteca e do restaurante.
Nosso próximo destino foi a ONU ou melhor, o Escritório das Nações Unidas em Genebra (UNOG, na sigla em inglês), sediado no Palácio das Nações (Palais des Nations). O edifício foi construído entre 1929 e 1938 e expandido no início da década de 1950 e o final da década de 1960. O UNOG é a segunda maior das quatro principais sedes das Nações Unidas (a primeira é a sede em Nova Iorque).
O edifício da ONU está situado na Rua da Paz, ocupando 46 hectares do terreno que pertencia ao Parque Ariana. A região é chamada Genebra Internacional.
Para visitar a ONU é necessário agendar com bastante antecedência – a visita é paga. Como não havíamos feito a reserva, a visita guiada ficou impossível. Por sorte, conhecíamos uma pessoa que trabalhava lá e que pode nos acompanhar. Seguimos um roteiro diferente da visita guiada.
Um evento estava sendo realizado nos plenários principais e não pudemos entrar. Além disso, uma parte do prédio estava em reforma, incluindo alguns plenários – o Palácio das Nações tem aproximadamente 200 mil m² de área construída. Assim, concentramos a visita na área externa e na loja de souvenir. O imenso jardim conta com 1.360 árvores e inúmeras esculturas.
Posteriormente, recebemos algumas fotos para postar no blog.
No final do dia, nos encontramos com nossa filha para um jantar de despedida na casa de sua anfitriã. Depois do jantar, nos despedimos levando muita saudade e boas lembranças.
Pela manhã, fizemos o check out no hotel em Ferney-Voltaire e seguimos para o aeroporto de Genebra em um transporte do próprio hotel (valor incluído na diária) com destino a Lisboa, onde fizemos de base para nossos passeios.
Foram apenas três dias completos em Genebra, mas valeu cada minuto. Precisamos voltar com mais calma para visitarmos também algumas cidades próximas. Como nossa filha morou lá por quase um ano, teve oportunidade de conhecer melhor a região. Em breve vamos postar suas aventuras aqui no blog.
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