A Largo de São Domingos está localizado na Freguesia de Santa Maria Maior, ao lado da Praça do Rossio, no interior das antigas muralhas fernandinas de Lisboa.
A Estação de Metrô Rossio , da Linha Verde, e a Estação Restauradores, da Linha Azul, estão bem próximas do Largo de São Domingos, além da Estação Ferroviária do Rossio. É uma região bastante movimentada e um local onde os turistas passam pelo menos uma vez.
Os destaques do Largo de São Domingos são: Igreja de São Domingos, A Ginjinha, Memorial em homenagem aos Judeus e o Palácio da Independência. É do Largo que parte a Rua Portas de Santo Antão, onde são realizadas muitas atividades culturais. O Largo é também um tradicional ponto de encontro de estrangeiros, principalmente africanos.
O Largo de São Domingos, apesar de pequeno, tem muita história, como a do massacre dos judeus, em 19 de abril de 1506, conhecido como Massacre de Lisboa de 1506. Mais de 4 mil judeus foram perseguidos e mortos acusados de serem a causa da seca, da fome e da peste que assolavam o país. Hoje é um local de tolerância registrado em um mural com a frase “Lisboa, Cidade da Tolerância” escrita em 34 idiomas. O mural fica ao lado do memorial em homenagem aos judeus, mas pode passar despercebido. É interessante conhecer um pouco da história do local e o que o local representa para a cidade.
O massacre começou na Igreja de São Domingos, em um domingo, quando os fiéis rezavam pelo fim da seca e da peste e alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado – fenômeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias – um milagre. Um cristão-novo que também participava da missa, tentou explicar que esse “milagre” era apenas o reflexo de uma luz, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte, dando início ao massacre.
500 anos após o massacre, a Câmara Municipal de Lisboa ergueu o monumento como um gesto de desculpas aos judeus: uma peça em pedra, de estrutura semiesférica inclinada, com uma inscrição sobre a Estrela de David, onde está escrito: “Em memória dos milhares de judeus vítimas da intolerância e do fanatismo religioso assassinados no massacre iniciado a 19 de abril de 1506 neste largo.”
É um monumento pequeno, mas muito tocante. Embora a homenagem tenha sido tardia e seja de pequena dimensão, ajuda a refletir sobre as consequências da intolerância. Seria interessante também ter uma placa contando toda história.

Outro grande destaque no Largo é a Igreja de São Domingos (post do Brasília na Trilha) que fazia parte do Convento de São Domingos de Lisboa, fundado em 1242. Esta Igreja, além de ter sido palco do início do massacre dos judeus, também sofreu grandes perdas em seu edifício, provocados por dois terremotos e um incêndio.


É no Largo que está a entrada do Palácio de São Domingos, onde viveu Dom Antão de Almada, que dá nome à rua que parte do Largo para a Praça da Figueira. Foi neste Palácio que Dom Antão reuniu-se com os Quarenta Conjurados nos dias que antecederam a revolta do 1.º de Dezembro de 1640.

Outro ponto de interesse no Largo é o bar histórico instalado em uma portinha, para onde se dirigem os turistas que querem apreciar o famoso licor ali vendido e que lhe deu fama – o licor de Ginjinha – bebida típica de Lisboa. Foi o primeiro estabelecimento em Lisboa a comercializar a bebida, fundado em 1840 pelo galego Francisco Espinheira, que teria sido aconselhado por um frade da Igreja de Santo Antônio a fazer uma experiência: deixar fermentar a ginja (fruta parecida com a cereja) dentro de aguardente, com açúcar, canela e água. Muitas pessoas se reúnem na porta do bar para tomar a bebida.

A Ginjinha já recebeu medalha de ouro em diversas exposições ao redor do mundo: Rio de Janeiro em 1923, Macau, Barcelona, Sevilha e Lisboa.
É do Largo de São Domingos que parte a Rua Portas de Santo Antão, uma rua que deve ser percorrida com calma, observando os edifícios existentes ali, os bares, restaurantes e principalmente os diversos espaços de para espetáculos, como teatro e shows musicais.
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