Contraste
  • Aumentar fonte
  • A+
  • Diminuir fonte
    A-

    Andorra e Barcelona – Andorra e Espanha

    Esta viagem aconteceu no final de fevereiro de 2024 e a família Brasília na Trilha não estava completa, apenas eu, a caçula da família e meus amigos viajamos. O destino foi Andorra e Barcelona.

    Andorra

    Um dos destinos de inverno que está mais em alta na Europa atualmente é Andorra, cuja economia baseia-se primordialmente no turismo. Ao contrário do que muitos pensam, Andorra é sim um país, um principado soberano. Também conhecida como Principado de Andorra, é a sexta menor nação europeia, tem menos de 80 mil habitantes e está cercada pela Cordilheira dos Pirineus, entre a França e a Espanha. A língua oficial é o catalão, mas foi bem tranquilo resolver tudo por lá com o bom e velho “portunhol”. Embora tenha adotado o Euro como moeda, Andorra não é membro da União Europeia. 

    Andorra-a-Velha é a capital mais alta da Europa, a 1.023 metros acima do nível do mar. 

    O país é bastante desenvolvido e é claramente um paraíso fiscal. Os valores de cosméticos, tabaco e bebidas alcoólicas, por exemplo, são muito inferiores aos praticados no restante do continente. Meus amigos e eu, no entanto, como somos estudantes, limitamos os passeios conforme nossas economias, não tínhamos dinheiro para “ataque de compras”.

    Afinal, o que tem para fazer em Andorra?

    O país, apesar de bem pequeno, tem vários museus e lojas de grife, mas o principal são as atrações de esportes na neve e esse era nosso objetivo, nos divertirmos na neve. Para aqueles que querem esquiar, é uma ótima opção por não ser tão caro quanto os alpes franceses, italianos e suíços. De qualquer modo, mesmo que você não seja amante de aventuras, ainda assim vale a pena conhecer Andorra, encantadora.

     

    Como chegar

    A um raio de 200 km há vários aeroportos que facilitam o acesso a Andorra. O principal deles é o de Barcelona, por onde cheguei com meus amigos.

    Por lá, alugamos um carro na locadora Avis e seguimos viagem até Andorra. Há duas opções de caminho, uma estrada sem pedágios (por onde o google maps nos sinalizou na ida) e outra estrada com pedágios (por onde voltamos). As duas são muito bonitas, bem sinalizadas e com um tempo de trajeto bem similar. Acho que ir por uma e voltar pela outra foi uma boa para conhecermos as duas opções.

    É possível também chegar a Andorra de ônibus, mas achamos que valia mais a pena alugar o carro. E com certeza foi uma decisão muito acertada, ainda mais por estarmos em quatro pessoas. O carro facilitou muito nossa locomoção e conforto, principalmente no dia em que fomos esquiar. Apesar de haver ônibus circular pelas cidadezinhas, as filas de espera podem ser grandes e esperar no frio pode ser desafiante. Além disso, os ônibus passam apenas pelas avenidas principais, o que dificulta o deslocamento a locais específicos fora da rota, e até ao local de hospedagem, se for longe das paradas.

    Outro ponto a favor é o preço da gasolina, que em Andorra não é alto, o que incentiva ainda mais a locação. No total, gastamos apenas 65 euros de gasolina, contando a viagem de ida e volta ao aeroporto de Barcelona e todos os passeios que fizemos em Andorra.

    É tranquilo dirigir na neve? A verdade é que não pegamos muita neve em Andorra. Fomos no final de fevereiro e infelizmente só havia neve nas montanhas. 2024 não foi um ano de muita neve na Europa, apesar de ter ocorrido uma nevasca uma semana depois que estivemos lá, que cobriu todo o país de neve. Para esquiar, felizmente, havia neve suficiente, e para dirigir, não atrapalhou nem um pouco, pois os locais onde passamos de carro estavam sem neve.

    Antes de irmos, eu li em vários sites na internet sobre a importância de abastecer o carro em Andorra porque o combustível de lá possui anticongelante para evitar que a gasolina congele no tanque com as baixas temperaturas. Além disso, muitas pessoas comentam sobre a importância de correntes nos pneus do carro para dirigir na neve. Como foi a primeira vez que aluguei carro em uma viagem assim, preferi tirar a dúvida na própria locadora. Eles informaram que com a temperatura que estava no momento nada disso seria necessário, mas acho que é sempre bom checar antes de pegar o carro.

    Onde se hospedar

    Para nossa hospedagem, optamos por alugar um apartamento pelo Booking, na região de Encamp. Foi uma ótima opção para podermos ter onde cozinhar e economizarmos na alimentação. Como o país é bem pequeno e estávamos de carro, a localização da hospedagem não faz assim tanta diferença, mas acredito que Encamp, Canillo, Les Escalades, Andorra-a-velha (capital), sejam os melhores lugares para ficar.

    Antes da nossa viagem, a imobiliária que administra o apartamento entrou em contato comigo via Whatsapp e passou todas as informações necessárias para a nossa chegada, incluindo onde deveríamos buscar a chave. Foi tudo bem fácil e tranquilo, pegamos a chave em uma caixinha com senha que ficava na porta da própria imobiliária, a cinco minutos de carro do apartamento, que tínha garagem, o que também facilitou bastante para não termos que gastar com estacionamento.

    O que fazer

    Dia da Chegada

    Como chegamos já no final da tarde, deixamos as malas no apartamento e fomos conhecer a capital Andorra la Vella. Paramos o carro no estacionamento do supermercado E.Leclerc, onde aproveitamos para fazer compras. Em seguida, fomos caminhando até a famosa Pont de París, onde fica o letreiro instagramável de Andorra la Vella. Depois de tirar muitas fotos, seguimos explorando as vielas da cidade. Outra opção também é passear pelas ruas de Escaldes-Engordany, no entanto, já estávamos cansados e optamos por voltar ao apartamento depois de jantarmos.

    Primeiro dia

    Em nosso primeiro dia, fomos até o teleférico mais próximo do apartamento, em Encamp, para nos informarmos sobre os preços e as opções de forfait de esqui. Forfait é o passe para poder subir de teleférico e ter acesso às pistas de esqui. Em Andorra, são inúmeras as opções incluídas no forfait, você pode até ir a mais de um local no mesmo dia, mas dessa vez optamos por ir esquiar apenas em Canillo, onde há pistas para iniciantes. Por lá, há também pistas intermediárias e avançadas, além de opções como tirolesa, montanha russa, e um restaurante. Levamos alguns sanduíches na mochila e depois de esquiar muito, ou tentar, sentamos para comer e tomar uma cervejinha. Claro que no fim do dia estávamos exaustos, mas ainda fomos devolver os materiais de esqui na loja em que os alugamos, ao lado do teleférico de Encamp, onde é possível também alugar roupas e acessórios. Dependendo de quantos dias você for esquiar, vale mais a pena alugar que comprar a roupa antes de ir. Há várias outras lojas espalhadas pelo país. Só onde ficava a nossa havia ainda mais duas, todas com os mesmos preços ou com mínimas diferenças. 

    Segundo dia

    No segundo dia, optamos por descansar um pouco mais e sair mais tarde. Seguimos então para o Parque Naturland e para o Jardim de Juberri: os dois ficam bem próximos um do outro, então é uma boa opção para o mesmo dia. Mas atenção, o parque só abre nos fins de semana, não cometa o mesmo erro que nós de aparecer lá em plena segunda-feira. O parque oferece várias atividades como tirolesa, arvorismo, montanha russa e muito mais, ótima opção para quem não quer esquiar. 

    ADICIONAR SLIDE

    Depois de encontrarmos o parque fechado, seguimos para o jardim, que é algo muito diferente de tudo que já vi. Ele fica em um local inclinado e tem diferentes esculturas de animais, que são bem realistas. Vale a pena passar para conhecer se estiver por perto.

    Como o dia estava bonito, aproveitamos para ir ao Llac d’Engolaster, um dos lagos mais bonitos da região. A estrada sinuosa até o lago é linda e vale a pena a visita, para os mais aventureiros, existe também uma trilha a pé até lá.

    Depois de um piquenique perto do lago, fomos rumo ao L’Abarset. No caminho, pudemos ver da estrada a pequena Cascada de les Moies. O L’Abarset é um local famoso de festas onde o pessoal se reúne depois de um dia esquiando. A entrada normalmente é gratuita, há sempre um DJ tocando e um bar bem agradável, apesar de caro. Se tiver interesse em conhecer é melhor checar antes a programação no site.

    Fechamos o dia voltando para jantar no apartamento e curtir da varanda com os amigos a linda vista.

    Terceiro dia

    Nosso terceiro e último dia em Andorra, resolvemos conhecer o SPA mais famoso do país: o SPA Termolúdico Caldea, onde há diferentes piscinas, saunas e é super bonito. Uma ótima opção para relaxar e esquecer um pouco do frio lá fora. Se você quiser fazer massagem ou tratamento, é importante reservar com antecedência. Se quiser só utilizar os espaços do SPA pode comprar um dos pacotes na hora mesmo. Mas é muito importante levar roupa própria para banho (sunga, maiô ou biquini). Se a sua roupa de banho não for de lycra, não vão deixar você entrar. Então não adianta usar uma bermuda ou short de algodão ou de outros tecidos, eles são bem firmes quanto a isso; e a loja de roupas do local é bem cara.

    O último dia foi mesmo mais curto e para relaxar, mas se quiserem se aventurar mais, com certeza vale a pena pegar mais um dia de forfait de esqui e ir explorar outras montanhas. Além disso, para quem gosta, há várias igrejas espalhadas por Andorra, as quais não visitamos, mas que são pontos de interesse bacana: 

    Barcelona

    De volta à Espanha e à União Europeia, devolvemos o carro no aeroporto de Barcelona e pedimos um transporte por aplicativo para o centro da cidade.

    Uma dica importante: ao chegar em Barcelona, você terá que esperar 15 minutos antes de poder solicitar sua primeira corrida em um transporte por aplicativo, em qualquer um deles (Uber, Bolt, outro). Esta é uma regra da região, para que as pessoas deem preferência aos táxis tradicionais. Além disso, há locais específicos para solicitar esse tipo de transporte no aeroporto. Fique atento e peça informações para ter certeza de que está no local correto. A espera pode ser um pouco longa, não há assim tantos carros como em Lisboa, por exemplo. Mas o valor continua sendo bem inferior ao dos táxis, então, compensa.

    Uma vez mais, repetimos o mesmo local de hospedagem de quando fui a Barcelona em 2019. O Kabul Party Hostel é incrível para quem está viajando sozinho ou com amigos e busca por um local com bom custo-benefício, ótima localização e muita diversão. O hostel conta com diversas atividades, como free walking tour, pub crawl, workshops e muito mais! Ele fica na Plaza Real, bem ao lado de uma das principais ruas da cidade, a Las Ramblas.

    Vamos então ao roteiro de Barcelona:

    Primeiro dia

    Aproveite para caminhar pelos principais pontos e já ter uma vista geral da cidade. Ao sair do hostel, ande pela Las Ramblas, visite o Mercado La Boqueria e vá até a Plaça de Catalunya. Siga o passeio pelo Bairro Gracia (Passeig de Gracia), observando a Casa Vicens, El Café de la Pedrera, a Casa Milà – La Pedrera e a Casa Batlló, obras do incrível arquiteto Gaudí. Depois, siga até a Sagrada Família e não deixe de fazer a visita. É importante reservar com antecedência e chegar antes do seu horário marcado, pois sempre tem fila. Separe uma boa parte do dia para visitá-la sem pressa, pois o ingresso é mais de 30 euros. Depois, ainda será possível andar pela região e conhecer mais coisas, mas devido ao cansaço pós Andorra deixamos esse dia um pouco mais curto mesmo.

    Segundo dia

    No segundo dia, aproveitei para conhecer um lado da cidade onde ainda não tinha ido nas duas primeiras visitas a Barcelona. Saímos do hostel rumo à região de Montjuic.  Andamos pela Avenida del Paral-lel até chegar na Carrer de Radas e descemos essa rua até chegar na Passeig de L’Exposició. Subimos umas escadas enormes, pois ficamos curiosos para ver o parque Circuit de Montjuic, que nos proporcionou uma belíssima vista da cidade. Se você tiver interesse, é ali ao lado que fica o teleférico que sobe para o castelo de Montjuic, mas optamos por continuar andando e explorando a região a pé mesmo. 

    Passamos pela Fundació Joan Miró, onde fica o Museu de Arte Moderna de BarcelonaMACB, e descemos as Escaleras de Generalife  até chegar aos Jardins del Teatre Grec e ao Teatre Grec.

    Continuamos andando até a Capella de Santa Madrona Poble-sec, que estava fechada para obras, e chegamos à frente do belíssimo palácio que abriga o Museu Nacional D’Art de CatalunyaMNAC. Fomos descendo as escadas enormes que ficam em frente ao museu até chegar na Fonte Mágica de Montjuic, localizada dentro da Plaça de Josep Puig i Cadafalch. A fonte realiza um espetáculo de luzes e água, mas infelizmente está fechada atualmente devido à seca na região. Você pode verificar os horários do show quando ele voltar a ocorrer aqui.

    Continue caminhando reto de costas para o MNAC, passando pela Plaça de las Cascades e depois siga o caminho à esquerda na Plaça de Charles Buigas até chegar na Av. Francesc Ferreri i Guàrdia. Continue nesta avenida até chegar no nosso próximo destino: El Poble Espanyol de Montjuic. Essa atração é super interessante e rica de histórias sobre o povo da região. No entanto, já estávamos com fome e, como era um passeio pago e um pouco demorado, optamos por seguir caminhando e achar um lugar para comer.

    Fomos então para a Plaça d’Espanya e depois seguimos à direita rumo à região do hostel. No caminho, passamos por ruas super agradáveis com largas calçadas só para pedestres no meio. Um local com menos turistas e incrível para passear. Passamos também pelo Mercat de Sant Antoni e paramos para comer no Five Guys, fast food que eu adoro, que fica na Plaça da Catalunya.

    Fomos então para o hostel descansar para podermos fazer um pub crawl à noite.

    Terceiro dia

    Começamos o terceiro e último dia explorando um pouco o bairro gótico. Fomos até a Brasília de Santa Maria del Mar e passeamos pelo bairro El Born, passando pelo Mercat del Born, um antigo mercado que hoje funciona como museu.

    Comemos no Demasié, um café que fica ali perto e serve pizzas, cookies, tortas e outros doces incríveis. Com certeza indico muito comerem por lá, mesmo que não tenha mesas disponíveis, vale a pena pegar algo para comer no caminho.

    Seguimos então para o Parc de la Ciutadella, onde andamos por todo o espaço, visitando lindos pontos de interesse, como o Castell dels Tres Dragons, os Jardins Fontserè, a estufa Umbracle del Parc de La Ciutadella, a Igreja da Ciutadella, o Parlamento do Estado da Catalunya, a Escola Instituto Verdaguer. Depois de apreciarmos o ponto principal do parque que é a Cascada Monumental, fomos andando em direção ao Arc de Triomf, passando na frente do Tribunal Superior de Justiça da Catalunya.

    Já caminhando em direção ao hostel, passamos pelo Palau de la Musica Catalana e pela Catedral de Barcelona e aproveitamos para nos perder nas pequenas ruas da região.

    Extras que podem ser encaixados no roteiro se tiver interesse

    Dicas de onde comer

    Além do café Demasié que indiquei acima, vou deixar aqui algumas outras dicas de locais onde comi e gostei muito. Todos com um ótimo custo-benefício.

    Outras dicas de Barcelona você encontra aqui.

    1. Maria Helena Rebello Vieira disse:

      Gostei demais

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Ultimas Postagens

    ver todas

      Kensington Gardens e Hyde Park – Londres – Inglaterra

      O Kensington Gardens e o Hyde Park são dois dos oito parques reais de Londres (The Royal Parks). Eles são cortados de norte a sul pela avenida West Carriage Dr, também conhecida como The Ring. Os outros seis parques são: Regent’s Park, Green Park, St James’s Park, Richmond Park, Greenwich Park e Bushy Park. Suas […]

        Gante – Bélgica

        Gante (em neerlandês e alemão Gent, em francês Gand) é uma cidade belga, capital da província de Flandres Oriental. Está localizada praticamente na metade do caminho entre Bruxelas (47 km) e Bruges (53 km). Depois de Bruxelas, Gant é a cidade mais populosa da Bélgica. A cidade foi um importante centro comercial e uma das cidades mais ricas do norte da […]

          Bruges – Bélgica

          Bruges, em neerlandês Brugge, é considerada uma das cidades mais bonitas da Bélgica, chamada de “Veneza do Norte” por causa de seus inúmeros canais que cortam a cidade e a ligam a outras, como Gante. Ela foi elevada a cidade em 27 de julho de 1128 e está localizada a 100 km de Bruxelas e a 53 km de Gante. […]

            Arena MRV – Belo Horizonte – MG

            A Arena MRV é um estádio de propriedade do Clube Atlético Mineiro, localizado em Belo Horizonte – MG, no Bairro Califórnia, Região Noroeste da cidade, às margens da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, próxima ao Anel Rodoviário e da Estação Eldorado do Metrô (1,7 km). A Arena fica a 10,5 km da Rodoviária de BH e a 45 km do Aeroporto de Confins. O projeto do estádio teve início […]

              Poços de Caldas – MG

              Poços de Caldas está localizada no Sul de Minas Gerais, distante 103 km de Pouso Alegre, 258 km de São Paulo, 445 km de Belo Horizonte, 483 km do Rio de Janeiro e 900 km de Brasília. Poços de Caldas deveria ser um dos primeiros posts do Brasília na Trilha, pois foi onde eu nasci e […]

                Estádio do Mineirão – Belo Horizonte – MG

                O  Estádio Magalhães Pinto, mais conhecido como Estádio do Mineirão está localizado em Belo Horizonte, no bairro da Pampulha, ao lado do Ginásio Mineirinho. Está próximo de diversos atrativos da Pampulha: Igrejinha da Pampulha, Casa do Baile, Museu Casa Kubitschek, Parque Guanabara, entre outros (posts do Brasília na Trilha). O Mineirão foi inaugurado em 5 […]